Assistimos | WandaVision da Disney Plus

Confira nossa análise da primeira série da Marvel e Disney Plus

E chegou ao fim WandaVision, primeira série da Disney Plus do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU). A série estrelada por Elizabeth Olsen e Paul Bettany reprisando seus papéis de Wanda e Visão foi um sucesso, independente de gostar ou não do resultado final. Mas vamos por partes. E sim, essa análise tem alguns spoilers para quem não assistiu ainda. Quando a série começou as minhas expectativas eram baixíssimas, pois os trailer indicavam uma grande homenagem ao universo dos sitcoms clássicos. No entanto é inegável a qualidade de produção da série, com nível cinematográfico em seus diversos aspectos técnicos e embarquei na viagem. Episódio após episódio foi divertido acompanhar semanalmente a série e discutir e procurar os easter eggs da série, além de bolar suas teorias e comparar com as que começaram pipocar na internet.

Quando chegamos ao episódio 4, tivemos um ponto de virada na série, que dominou as discussões nos fãs da Marvel, mesmo os que não tinham comprado a homenagem às eras televisivas. Isso porque a série entrou de cabeça no MCU, introduzindo a personagem Monica Rambeau (Teyonah Parris) que havia ficado lá atrás, como uma menininha, em Capitã Marvel. Também voltaram o Agente Jimmy Woo (Randall Park) de Homem Formiga e Darcy Lewis (Kat Dennings) de Thor. Melhor ainda, vimos consequências do Blip, (estalo de Hulk, que retornou as pessoas que haviam morrido no universo por Thanos) através da introdução de Monica e o destino final de Maria. Também foi introduzida toda uma agência de espionagem, a E.S.P.A.D.A. (Equipe de Supervisão, Pesquisa, Avaliação e Defesa Alienígena) que os fãs já haviam visto como cena pós crédito em Capitã Marvel. Essa foi uma ótima superação de expectativas e bem acertada. Ao menos no começo. A reta final da série deixou bastante a desejar subvertendo a expectativa do espectador que se preocupa o mínimo com um roteiro.

A volta de Mercúrio (Evan Peters), porém na versão do universo dos X-Men mais recentes, serviu apenas para continuar estimulando a audiência que passou a acreditar em novas teorias. Com a expectativa da já divulgada participação de Wanda no próximo filme do Dr. Estranho que envolve multiversos, estaríamos vendo o começo dessa saga? Eu digo apenas para continuar estimulando, porque infelizmente não só não correspondeu às expectativas dos fãs como eu, mas que teve uma explicação muito fácil e pouco convincente. Além de Pietro, os filhos de Wanda e Visão, Wiccano e Célere serviram apenas como muleta de um roteiro fraco que começa se contradizer em sua própria construção, mesmo se você nunca leu um gibi na vida ou participou das discussões. Notem no episódio 7 quando Monica joga um veículo de guerra direto na barreira sabendo que não poderia passar após uma mudança introduzida por Wanda em capítulos anteriores. Ou quando a própria personagem desiste do tanque e se joga de peito aberto contra a barreira? E ainda ganha poderes de fan service, pois não há grandes explicações ou desenvolvimento sobre os poderes da personagem dos quadrinhos, conhecida como Espectro atualmente. E no fim, assim como os já citados serviu apenas de muleta narrativa, assim como pontas soltas a serem exploradas em um futuro. E para fechar não poderia não falar de Agatha Harkness.

Os fãs já teorizavam que a vizinha de Wanda em sua realidade de sitcoms seria a mentora de Wanda. Mas que após vários diálogos suspeitos, incluindo um em que ela assume não ser ninguém, acaba como uma vilã genérica, caricata, sem motivações interessantes senão o poder de Wanda. Também é patético o dito vilão, o Diretor Hayward, que só serviu para introduzir uma outra ponta no MCU a ser explorada no futuro. Segundo Kevin Feige, um dos nomes por trás do MCU, Wanda ainda não havia despertado seus verdadeiros poderes conhecidos pelos leitores de quadrinhos, mas seria uma figura central no futuro. E estaria tudo bem se fosse uma série somente sobre isso (o que de fato foi), mas eu pessoalmente acho um desperdício de conquistar um novo público. Um público que nunca leu um gibi ou nunca havia assistido aos filmes do MCU. Um público que não se interessa sequer por super heróis. Ou ainda, que não quer entrar neste looping infinito de produção do universo, que está longe de acabar. Se a série é ruim? De forma alguma. Mas eu termino a minha análise dizendo que ela é uma grande ilusão, tanto na história, quanto como produto. E vamos para a próxima, pois se por um lado temos um grande número de streamings e séries sendo lançadas semanalmente, a expectativa vai ser essa, somente mais uma série da semana. Fiquem ligados para mais novidades sobre séries, a qualquer momento, aqui no GamePlay RJ.

Comentários

comentários