Assistimos | Tenet

Confira nossa análise completa do filme de Christopher Nolan

A pandemia do Covid-19 continua, mas algumas cidades já estão reabrindo as salas de cinema. E com toda expectativa ao redor de Tenet, novo filme de Christopher Nolan (Batman: O Cavaleiro das Trevas, Dunkirk, A Origem), resolvi conferir a experiência na telona. Em primeiro lugar, algumas palavras sobre a experiência de retornar aos cinemas. Nas salas do Cinemark de Cuiabá, o distanciamento e protocolos estão sendo respeitados. São pouquíssimas cadeiras nas fileiras que isolam as não utilizadas. As poltronas são intercaladas entre as fileiras, evitando o máximo de aproximação possível. Aos que não resistem ao snack bar, as guloseimas são vendidas junto com o ingresso para evitar filas e você só retira o seu pedido. Dito isso, posso dizer que se você se sente seguro, Tenet é um filme para ser conferido como foi planejado, ou seja na tela grande e se possível em Imax, pois o longa foi filmado utilizando a tecnologia. Como sempre, nossa análise não tem grandes revelações, mas se você ainda não sabe absolutamente nada do filme e quer continuar assim, continue por sua conta e risco. Pois bem, assim como A Origem (Inception) trazia uma equipe de agentes que atuava nos sonhos, em Tenet, a trama se pauta na viagem no tempo de forma bem similar. A história segue as missões de uma agência que tem como objetivo manter o tempo em ordem, e outra que quer utiliza-lo para fins próprios, basicamente destruindo-o. E pronto. Simples assim. Claro, que a viagem no tempo de Nolan tinha que ter aquele toque especial do diretor e isto ocorre de duas maneiras. De um lado as explicações com uma “ciência hollywoodiana” tentando se calcar em teorias da física, e que não me entendam mal, achei bem interessante. De outro os efeitos visuais incríveis mostrando o tempo sendo acelerado e invertido. Mas nada tão tosco como Click, ou outros filmes mais sérios. É justamente um dos pontos que faz valer a pena a visita às salas de cinema. Os efeitos sonoros também são bem marcantes e algumas cenas um bom sistema de som faz toda a diferença. Fiquem atento à cena inicial em um concerto e o clímax que é basicamente Nolan retornando aos campos de guerra de Dunkirk. Quanto ao elenco John David Washington e Robert Pattinson estão incríveis nos papéis dos protagonistas. Já Elizabeth Debicki é extremamente cansativa e caricata, em uma época onde temos várias protagonistas mulheres fortes. A direção de Christopher Nolan é impecável, alternando entre momentos dramáticos, toda confusão característica de filmes envolvendo tempo e belíssimas cenas de ação. E ainda que deixe a desejar em alguns de seus filmes, sem dúvida é um dos melhores diretores da atualidade. E é isso. Dizer mais seria estragar a experiência de nossos seguidores. Se você se sente confortável em voltar aos cinemas, esta é uma boa oportunidade. Se informe dos protocolos da sua sala favorita e curta a experiência. Fiquem ligados para mais novidades sobre filmes, a qualquer momento, aqui no GamePlay RJ.

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