Assistimos | Cobra Kai – terceira temporada

Confira nossa análise completa da série da Netflix

A Netflix começou o ano com tudo, já que a terceira temporada de Cobra Kai estreou justamente no primeiro dia do ano. Após uma primeira e segunda temporadas bem sucedidas (confira nossa análise completa clicando aqui e aqui), a série baseada na franquia Karate Kid fez bonito mais uma vez. Essa análise contém alguns spoilers, portanto se você não viu a série ainda, pode ver tranquilamente, pois é uma das melhores produções atuais do serviço de streaming e depois confira nossa análise. A nova temporada começa com o mesmo panorama do final da anterior. Miguel se feriu gravemente, Johnny Lawrence se responsabilizando e o seu ex-sensei Kreese assumindo o dojo do Cobra Kai. Os primeiros momentos são meio mornos, com um drama sobre Miguel perder o movimento das pernas, Johnny caindo em desgraça novamente, mas a série logo retoma seu ritmo habitual. Quanto aos mocinhos, se é que podemos chama-los assim, Daniel acaba levando à prisão de Robby para assumir sua responsabilidade e seus negócios vão mal devido a sua ausência pelo envolvimento com o Karate. Mas esta situação acaba levando a um dos pontos altos da nova temporada, com Daniel visitando o Japão para não perder a representação de uma montadora. Lá ele reencontra dois velhos conhecidos: Kumiko, crush de Daniel no segundo filme e Chozen, o inimigo da vez do mesmo longa. Essa parte acaba tendo uma importância na trama que não vou revelar para não estragar a experiência de nosso seguidor. E falando em crushes, Ali Mills, antiga namorada de Johnny e de certa forma uma das responsáveis pelo início da rivalidade entre Daniel e ele, tem uma participação especial na série, lá pelo fim da temporada. Os roteiros da série continuam trazendo personagens interessantes em tons de cinza que não são bons nem maus, completamente e sim reflexos do seu meio e das ações de suas vidas. Neste ponto conhecemos mais sobre o passado do sensei Kreese através de flashbacks na época da Guerra do Vietnã, que se não criam empatia, mostram os motivos do personagem ser da maneira que conhecemos. As cenas de arte marciais, já que os praticantes dizem que não é karatê o que vemos, continuam empolgantes, ainda que sejam poucos momentos nesta temporada. O elenco jovem também continua muito competente e teve mais foco no roteiro, o que considero uma decisão acertada da Netflix, que tem um grande número de espectadores nesta faixa etária. Os temas abordados continuam praticamente os mesmos: bullying, adolescência, com o acréscimo do foco na violência e suas consequências e traumas gerados. E claro, o conflito entre gerações marcado principalmente por Johnny e os garotos. Também vale citar que foi divulgado que a procura por karatê aumentou nos dojos após esta temporada. Um reflexo bastante positivo de ao menos o público se interessar pela arte marcial que agrega muita disciplina e concentração aos seus praticantes. Os últimos episódios da temporada deixam algumas pontas soltas para a próxima temporada, que pelo jeito envolverá um personagem importante do terceiro longa. Já a rivalidade entre Daniel e Johnny parece ter se resolvido, ou será que teremos uma surpresa? Enfim, a próxima temporada já está garantida pelos altos números de audiência (cerca de 41 milhões na última divulgação da Netflix) e resta aguardar para ver se os envolvidos não deixam a peteca cair como ocorre em muitas séries. Fiquem ligados para mais novidades sobre séries, a qualquer momento, aqui no GamePlay RJ.

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