Quem são os Fugitivos?

Tá curtindo a série dos Fugitivos? Vem para cá conhecer mais sobre esse supergrupo da Marvel

Estreou em 21 de novembro a série dos Fugitivos (Runaways, no original) pelo Hulu, serviço de video on demand que além de séries e filmes de terceiros já teve produções próprias bem bacanas como Handmaid’s Tale. Você pode conferir o trailer abaixo:

 

Mas hoje o assunto não é a série e sim os quadrinhos que a originaram. As hqs dos Fugitivos estrearam em julho de 2003 nos EUA com roteiro de Brian K. Vaughan (um dos deuses das hqs na minha opinião e criador de Y: The Last Man, Ex-Machina, Pride of Baghdad, Saga e Paper Girls) e arte de Adrian Alphona. Em uma época onde se tinha grande distância da cronologia e lançamentos em relação aos EUA, no Brasil os Fugitivos desembarcaram somente em 2006. A título de curiosidade a série estreou na simpática linha Pocket Panini que trazia o clássico formatinho utilizado por muitos anos pela Editora Abril de volta as bancas. A primeira fase (volume 1) terminou lá fora no número 18 em setembro de 2004 , mas devido ao grande sucesso dos personagens a Marvel decidiu retomar a série em fevereiro de 2005. A série foi publicada continuamente até o número 30 em 2009 (volume 2 e 3). Brian deixou a série no número 24, mas a deixou nas mãos habilidosas de Joss Whedon que ficou até 2008, e depois nas mãos de Terry Moore (da excelente Estranhos no Paraíso) no roteiro e Humberto Ramos (desenhista do Homem Aranha por um bom tempo) na arte. Depois vieram o volume 4 com 14 números e a série caiu no limbo ainda em 2009. Recentemente, em setembro deste ano a série foi retomada, dessa vez escrita por Rainbow Rowell e ilustrada por Kris Anka. No Brasil depois de Pocket Panini que publicou a série até o número 18, tivemos algumas outras histórias publicadas na forma de minisséries e especiais.

E do que se trata afinal a história? Seis adolescentes amigos por conta da amizade dos seus pais se encontram todo ano para um evento de caridade. Em um destes eventos, quando começa a história, eles descobrem que os pais se reuniam na verdade para um ritual secreto em uma câmara secreta. Os pais dos garotos eram na verdade um grupo chamado O Orgulho (The Pride, no original, e sim, a tradução funciona bem as vezes), composto de supervilões tais como chefes de máfia, invasores alienígenas, viajantes do tempo, mutantes telepáticos entre outros. A partir daí a explicação do título. Os garotos chocados com a descoberta roubam armas e recursos dos seus pais e fogem (dãã) para viverem suas próprias vidas. Durante essa nova jornada vão conhecendo ou aprendendo sobre os poderes que herdaram dos pais e também sobre a dificuldade de viver por si mesmos, onde só podem contar uns com os outros. As histórias tem bastante ação e a utilização dos poderes, principalmente nos primeiros capítulos não é para sair espancando super vilões e sim para sobrevivência. Cada garoto tem seus próprios poderes, sendo que alguns são muito interessantes e criativos. Assim, Alex é um gênio, Nico é uma bruxa poderosa, Karolina é uma alienígena com poderes baseados em luz, Gertrude ou Gertie tem um elo telepático com um dinossauro, Chase é herdeiro de viajantes no tempo e rouba um par de luvas especiais que vieram do futuro e Molly, a caçula do grupo é uma mutante super forte. No primeiro arco, os jovens derrotam seus pais e no que se segue temos outros vilões querendo preencher o vácuo de poder deixado por eles. No decorrer das edições se juntam a eles, Victor Mancha, um cyborg, filho de um supervilão muito famoso (não vou revelar, pois é um plot twist muito bacana), o skrull metamorfo Xavin e a manipuladora de plantas Klara. Os personagens também participaram da primeira Guerra Civil em uma série própria em conjunto com os Novos Vingadores, um grupo de jovens que tinham uma conexão com os Vingadores clássicos e do evento Invasão Secreta, que trata da infiltração Skrull na Terra. No hiato entre o volume 4 e a fase atual os personagens andaram por aí em outros títulos como Daken: Dark Wolverine, e vários spin offs dos Vingadores. Também participaram das Guerras Secretas mais recentes em 2015. Enfim, um grupo bem bacanas, histórias com roteiros alternando entre comédia, ação e drama, bem a cara da Marvel e com artistas bacanas na maior parte do que foi publicado. A Panini normalmente publica as coisas convenientemente em relação a lançamentos de séries e filmes, mas dessa vez bobeou. Quem sabe se a série prosseguir com sucesso, um dia esse material não volta em ordem cronológica por aqui?

Felipe

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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