Jogamos | Terra Média: Sombras da Guerra

A continuação de Sombras de Mordor chega com tudo de melhor do primeiro jogo melhorado mas será que isso é o suficiente?

Quando joguei Sombras de Mordor me senti transportado ao universo do “Senhor dos Anéis” de Tolkien, mesmo que com poucos personagens familiares a obra original, você se sentia parte daquele mundo e isso me fez muito feliz enquanto jogava. Em Sombras da Guerra tudo de incrível do primeiro jogo está lá, o combate fluido, a câmera boa e o sistema de Nêmesis que já parecia incrível no primeiro nesse é melhorado ao ponto de você não conseguir acreditar como o universo se torna vivo e dinâmico. Mas se você é fã de Senhor dos Anéis é bom se preparar.

Mas vamos do inicio, você controla Talion, um guerreiro que junto com o vingativo elfo Celebrimbor, buscam a vingança contra aqueles que mataram sua família e fazem sua jornada rumo a destruição de Sauron. O elfo Celebrimbor usando o corpo de Talion forja um novo anel do poder, para lutar contra Orcs e outras criaturas que vivem em Mordor. Só assim eles poderão evitar uma guerra que está por vir e conseguir sua vingança contra Sauron.

O sistema de Nememis foi expandido e melhorado, o slogan do jogo é “Nada será esquecido” e acreditem, isso realmente acontece. É até um pouco frustante quando você tem o maior trabalho para matar algum Orc e ele depois aparece como “Voltou dos Mortos”, mas confesso que é sempre muito recompensador mata-lo novamente ou até mesmo quando um deles te mata, quando isso acontece aparece a opção de buscar vingança no mapa do jogo, assim você pode caça-lo e se vingar daquele pequeno deslize que causou sua morte.

Eu digo “deslize” porque isso na minha opinião é um ponto negativo do jogo, Talion é muito poderoso ao ponto de eu ter morrido pouquíssimas vezes durante o jogo e das vezes que morri foi realmente por descuido, especialmente quando estava em um acampamento de Orcs e encontrava mais de um capitão.

Mas não pense que as lutas são fáceis, com o estilo de “Batman” de combate, você precisa sempre usar de suas habilidades e muitas vezes correr um pouco para se recuperar enquanto uma horda de Orcs te persegue, acreditem, isso é mais comum que parece nesse jogo.

O sistema de Nêmesis é sem dúvida alguma muito mais completo e robusto, conforme você vai avançando os chefes vão se tornando mais poderosos e inteligentes, sim, eles aprendem durante a batalha também. Com o avançar do jogo e sem contar muito sobre a trama, você recupera o seu Anel do Poder que foi roubado logo no início do jogo, com ele você pode dominar e converter os Orcs, assim criando seu próprio exercito contra Sauron.

Ao mesmo tempo que isso é um ponto muito positivo também na minha opinião se torna um dos mais negativos do jogo. O jogo acaba se tornando uma grande repetição e tudo gira ao redor disso, procurar informações, fazer alvos, derrotar Chefes de Guerra*, dominar fortes e matar o Lorde Supremo* e colocar o seu orc favorito como novo Lorde Supremo.

Não me entendam mal, eu gosto muito de fazer isso, mas o jogo te forçar a isso tantas e tantas vezes se torna um pouco desnecessário que acaba deixando o jogo muito mais longo que deveria ser sem avançar na história.

Falando em história, é ai que os fãs de Senhor dos Anéis torcem o nariz. A trama é fraca e bem diferente do primeiro jogo, ignora muitos pontos da obra original de Tolkien, começando pela própria Laracna, que aqui parece que saiu diretamente do Evanescence. Fora algumas mudanças que prefiro não comentar para não estragar a trama do jogo.

Terra-média: Sombras da Guerra está longe de ser um jogo ruim mas infelizmente peca na repetição e acaba se tornando um pouco cansativo de jogar as vezes. Mas sem dúvida alguma vale ser jogado, é muito divertido e sem dúvida alguma mesmo depois de terminar é sempre bom revisitar Mordor e ver como estão seus exércitos.

Alexis

Alexis é um grande apaixonado por vídeo games e filmes desde criança, nunca deixou de jogar ou assistir um filme praticamente por todos os dias desde que se conhece por gente.

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