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Chegou a hora de conferir um dos filmes mais esperados do ano! Será que a espera valeu a pena?

Estreou ontem nos cinemas brasileiros Liga da Justiça, com estréia antecipada em relação aos EUA devido ao feriado. Um filme com grande expectativa do público por se tratar do primeiro longa reunindo os maiores heróis da DC, pode-se dizer que o resultado final foi bastante positivo. A história continua os eventos de Batman vs Superman. Superman (Henry Cavill) está morto, o mundo perdeu a esperança e há um prenúncio de uma invasão alienígena. Resta a Batman (Ben Affleck) reunir um time de meta-humanos para salvar a Terra. Começa então uma convocação dos indivíduos que estavam no arquivo encontrado por ele na LexCorp: Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Cyborg (Ray Fisher). Para tal ele conta somente com a ajuda do fiel Alfred (Jeremy Irons, em uma das melhores encarnações do mordomo) e da Mulher Maravilha (Gal Gadot). Mas essa convocação pode ter sido meio tardia. Os parademônios e seu líder Lobo da Estepe já começaram a invasão e agora resta Batman correr contra o tempo.

Devido a uma tragédia familiar Zack Snyder se afastou da produção do filme e Joss Whedon finalizou o roteiro. Isso fica evidente durante o filme, onde temos um tom menos sombrio, bem humorado e ótimos dialógos que é característica de Joss e cenas de ação em câmera lenta, filtros e aquela luz azul irritante. Também temos o longa mais dinâmico da DC, sem perder tanto tempo com flashbacks infinitos e explicações desnecessárias. Os novos personagens tem seu tom e papel definidos rapidamente, Aquaman=bad boy, Cyborg=conflito máquina-humano-herói, Flash=alívio cômico. A química entre eles funciona perfeitamente e temos ótimos diálogos e cenas que trazem conteúdo ao filme que sem isso se restringiria a um roteiro simples de ação. Temos finalmente a humanização do Batman, contrariando a lenda crescente da invencibilidade que criou nos últimos anos. Afinal, como fica bem claro durante o filme (e para quem insiste do contrário) ele é só um humano. Um humano bem treinado, milionário e obsessivo, no entanto apenas humano em meio a deuses, velocistas e máquinas super poderosas. A sua obsessão neste longa é a culpa pela morte do Superman. E falando no escoteiro azulão (se você nunca viu essa expressão pare de ler essa crítica e vá ler Cavaleiro das Trevas agora), a cena do seu retorno é sensacional, além da sua importância para a equipe. A sua interação com todos personagens (incluindo a maravilhosa primeira cena pós crédito que é para todo nerd chorar e glorificar de pé!) é bem aproveitada em seu tempo de tela e leva a ótimos diálogos. Continua em voga a questão do Deus contra humanos e sua relação com Lois é melhor explorada do que em todos longas anteriores. Trata-se da sua âncora na Terra, seu porto seguro, a humanização do alienígena que vive entre nós.

Outro destaque é a Mulher Maravilha está cada vez melhor (e não estou falando só da beleza estonteante de Gal Gadot) e a personagem funciona muito bem como no seu próprio longa. Nas palavras de Batman: “Você é um símbolo, uma inspiração” e é isso o que a Mulher Maravilha representa nos quadrinhos. O Aquaman faz um papel de bad boy, mas é compreensível dentro do universo do filme, já que é um período anterior a ocupar seu papel como soberano da Atlântida. Já o Flash além do alívio cômico, traz a visão do fanboy em meio a um universo de deuses e seres superpoderosos. Cada cena mostra o brilho nos olhos de um jovem que é novo nesse jogo e que precisa aprender rapidamente (com o perdão do trocadilho). A manifestação dos seus poderes é muito bacana, mostrando a Força de Aceleração como se deve. Uma dimensão a parte, onde tudo se move em uma velocidade muito menor. E não menos importante temos o Cyborg. Parceiro do Flash no time dos jovens e inexperientes, se alguém tinha o receio como este que vos escreve de ter uma participação pequena, pode esquecer. O personagem é peça central na trama e a atuação de Ray Fisher convence e funciona. Remete a esse “jovem” muito a um episódio perdido no tempo do desenho dos Superamigos (Super Powers) em que ele é apenas um jovem na sua que se vê obrigado a impedir uma invasão alienígena. O conflito homem-máquina também é interessante, sem ser piegas e temos uma ótima cena com a Mulher Maravilha sobre a importância dos super poderes para a humanidade. E para os nerds de plantão temos sim alguns easter eggs que por vezes passam muito rapidamente. E duas cenas pós créditos. A primeira já mencionada é sensacional e a segunda também é interessante para o futuro da DC no cinema. E se continuar no nível de Mulher Maravilha e agora de Liga da Justiça, que venham muitos ainda.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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