CBLoL | INTZ vence o clássico “Paintz” | CNB vira a série e ganha da Progaming

Um dos maiores clássicos do League of Legends brasileiro ficou melhor para INTZ. A CNB se reinventou e contou com um Rakin inspirado para vencer a Progaming e bagunçar a tabela do CBLoL 2018.

A quinta semana do CBLoL chegou ao fim, e a tabela parece não querer tomar uma forma definida. Todas as equipes ainda podem se classificar para a escalada, e o risco do rebaixamento direto é real para algumas equipes. Pain e INTZ, empatadas na tabela, travaram um confronto direto pela sobrevivência no circuito, enquanto CNB e Progaming fizeram um duelo de opostos. Uma equipe buscava a evolução  e a outra tentava se encontrar com uma formação diferente.

Pain Gaming (1) – (2) INTZ

O clássico Paintz sempre proporcionou partidas eletrizantes no CBLoL. Desde a Final do 2º Split de 2015, Pain e INTZ travam embates extremamente acirrados e disputados. E não seria diferente dessa vez. Apostando que conseguiriam lidar com Ayel, a Pain decidiu não banir a Camille do topo da INTZ, e isso provavelmente os custou o jogo. Depois de poucos minutos, Ayel já tinha 3 abates, conseguidos em ganks e jogadas individuais, e estava pronto para atormentar a backline da Pain. Não havia como Matsukaze ou Tinows sobreviverem as entradas sincronizadas de Shini e Ayel. A INTZ dominou as lutas, e conseguiu abrir a série. 1 a 0.

No segundo jogo, a Pain usou da máxima de “a defesa é o melhor ataque”. Com dois ótimos counter ganks de Tay, a Pain abriu uma pequena vantagem de 4 kills, que basicamente deu o jogo para a equipe. Com a vantagem, Matsukaze e Tay ficaram na frente de seus oponentes diretos, e conseguiram facilmente rodar o jogo. A vantagem foi apenas aumentando, e a INTZ não tinha como responder às agressões da Pain. Com uma larga vantagem em ouro e abates, a Pain finalizou o jogo, empatando a série e levando para o terceiro e decisivo jogo.

O terceiro jogo foi o mais disputado da série. As duas equipes tiraram o pé do freio e tentavam a todo momento dominar a partida. Lutas explodiam por todo o mapa, e os ganks e counter ganks eram iniciados e cancelados o tempo inteiro. A INTZ parecia ter adquirido uma certa vantagem, e depois de 2 abates, foi para o Barão. Não contaram com a astúcia de Tay, que conseguiu um belo roubo e pôs a Pain na frente. A Pain empurrou as lanes, mas depois de um tropeço e de ficarem por tempo demais, foram fechados e acabaram entregando novamente a vantagem para o adversário. Implacáveis, os intrépidos se policiaram para não vacilar mais, e foram avançando no território, até finalmente derrubar o Nexus da Pain, garantir a vitória na série, os 3 pontos, e afundar ainda mais a Pain na tabela.

CNB (2) – Progaming (1)

Não existe termo melhor do que “duelo de opostos” para descrever a série entre Progaming e CNB. Se de um lado a Progaming vinha apresentando melhoras expressivas, a CNB continuava como uma incógnita. Mais uma vez mexendo no seu elenco, os blumers trouxeram Rakin de volta para a rota do meio, colocaram Robo no topo e trouxeram Yampi para a Jungle. Um novo time, que tinha um novo desafio: Provar que existia evolução no time, e que poderiam brigar pelo título.

O primeiro jogo mostrou uma CNB renovada. Mesmo estando atrás e cometendo erros, os blumers pareciam mais leves, mais sorridentes e mais motivados. A apatia que vinha assombrando o time desde o começo de 2017 parecia ter, enfim, ido embora. Apesar disso, a Progaming conseguiu dominar a CNB no jogo, que, após algumas calls precipitadas, entregou uma grande vantagem ao adversário. Isso somado à um roubo de Barão bem executado por Minerva, deu o jogo 1 à Progaming.

Apesar da derrota, os blumers mantiveram a cabeça erguida, e voltaram extremamente fortes para o segundo jogo. A principal estratégia da CNB era neutralizar a Evelynn de Minerva, plano executado com maestria: aos 40 minutos, Minerva tinha míseros 2 itens fechados, e não impactava quase nada na partida. Mesmo com toda a vantagem, a CNB ainda vacilava, e quase entregou o jogo. Duas vezes. No final, os blumers forçaram uma luta um tanto torta, e rapidamente perderam Rakin e Yampi, deixando pbO Baiano e Robo contra a esquadra da Progaming. Parecia o fim de jogo para a CNB, mas a dupla da rota inferior brilhou. Com um posicionamento impecável, pbO conseguiu caitar todo o time adversário, e contou com uma luta brilhante por parte de Baiano, que ajudou o atirador da CNB dar o primeiro Pentakill do CBLoL 2018, segundo em sua carreira, e logo depois ganhar o jogo.

No terceiro jogo, a CNB que todos os fãs esperavam apareceu. Rakin não pensou duas vezes antes de pickar seu Vlad, campeão que é sua marca registrada, e simplesmente colocar todas as cartas na mesa. Utilizando a runa de Predador, Rakin era imparável. A velocidade com que ele conseguia chegar na backline inimiga e reduzir a vida dos adversários a zero era impressionante. A Progaming parecia ter sentido a derrota no último jogo, e ficaram muito acuados no início do jogo decisivo. Ainda que tenham tentado algumas lutas mais tarde, era impossível segurar o ímepto do o midlaner da CNB, que após 4 semanas sem jogar bem, voltou com força vontade suficiente para vencer o jogo e logo depois pegar um avião até a Coreia do Sul apenas para solar Faker em um 1×1. A CNB conseguiu a vitória na série, complicou a vida da Progaming na tabela, afundou Pain e Team One e tem logo à sua frente um destino que parecia impossível para o apático time do começo do campeonato: os Playoffs.

Confira como ficou a classificação depois da 5ª Rodada do CBLoL 2018.

Na internet, Kcanibu é um youtuber, gamer e editor de vídeo apaixonado por tudo que envolva efeitos especiais e muito CGI. Fora da internet, Miguel cursa jornalismo na faculdade, lê todo e qualquer livro que apareça em sua estante e gasta as poucas horas que sobram vendo filmes e séries, e tentando escrever algo que preste.

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