Assistimos | Thor Ragnarok

E chega nas telonas brasileiras, o filme mais comentado da semana no mundo nerd. Será que a Marvel ainda tem fôlego após tantos filmes? Vem com a gente conferir

Thor Ragnarok, terceira incursão do deus do trovão no universo cinematográfico da Marvel chegou aos cinemas brasileiros na última quinta. Como já é de costume o filme causou controvérsia entre os fãs. Há quem diga que é o melhor filme, outros que o estúdio pecou no excesso de comédia. Enfim, o melhor é ver com seus próprios olhos e tirar suas conclusões. Aqui nosso objetivo é trazer uma análise sem muitos spoilers já que o filme acabou de estrear e recomendamos desde já que assistam. Na história, após uma jornada em busca das jóias do poder, Thor (Chris Hemsworth, extremamente a vontade e se divertindo com o papel) se vê preso do outro lado do universo, sem Mjolnir, seu inseparável martelo e encontra-se numa corrida contra o tempo para voltar a Asgard e impedir o Ragnarok, a destruição do seu mundo e o fim da civilização Asgardiana, que se encontra nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, a implacável Hela (Cate Blanchett, linda, talentosa e entrando para o hall dos grandes e poucos vilões dos filmes da Casa da Idéias). Mas, primeiro precisa de sobreviver a uma luta mortal de gladiadores, que o coloca contra um ex-aliado e companheiro Vingador, o Incrível Hulk (Mark Ruffalo, mais leve e divertido e de longe ainda o melhor Hulk em carne e osso).

Quando lançaram o primeiro trailer, confesso que fiquei meio receoso com o tom de humor. Porém, felizmente a Marvel aprendeu a esconder o jogo nos últimos trailers de seus filmes e a experiência de assistir é diferente em muitos momentos do que foi visto nas prévias. Sem dúvida é o filme mais leve do personagem o que acho que não é nenhum pecado. Thor na minha opinião é um personagem bastante mal aproveitado nas hqs. Não lembro de nenhuma história realmente marcante do deus nórdico, no máximo alguma um pouco mais interessante, principalmente quando são inseridos elementos da mitologia. Aqui esses elementos estão presentes sem se tornarem enfadonhos, como aconteceu no primeiro e segundo filmes. A comédia está presente sim, mas nada muito cansativo (para não dizer idiota) como em Deadpool, como alguns sites e “manjadores” andam dizendo por aí. O Hulk faz uma participação muito bacana no filme e é realmente relevante ao contexto em todo o filme, ao contrário do Homem de Ferro no recente Homem Aranha. Quanto a famosa cena da luta, de novo felizmente nem tudo foi mostrado no trailer (ao contrário da lastimável batalha com a Hulkbuster em A Era de Ultron, onde já se via tudo nas prévias…) e ela é realmente muito bacana, ainda que o Gigante Esmeralda tenha muitas outras ótimas cenas durante o filme.

Ainda falando dos coadjuvantes, temos Tom Hiddleston, trazendo mais uma vez o vilão favorito dos fãs, Loki e Tessa Thompson no papel de Valquíria, ambos ótimos e também com papéis importantes na história. Já Jeff Goldblum está extremamente caricato como Grão Mestre, responsável pelo Torneio dos Campeões que leva ao choque dos heróis. Felizmente o seu tempo em tela é controlado e não estraga a experiência. Uma pena, já que o personagem é um dos figurões cósmicos da Marvel e merecia mais respeito, ainda mais com a Guerra Infinita chegando. Outro destaque é a roupagem e a trilha sonora do filme com tons de retrô, bem escolhidas pelo diretor Taika Waititi. Enfim, um filme que vale a pena ser conferido pelos fãs da editora ou mesmo aqueles que querem relaxar um pouco em um filme bem humorado e repleto de ação do começo ao fim.

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