Assistimos | Blade Runner 2049

E chegou o dia de conferir a continuação do clássico sci-fi da década de 80. Mas será que foi bacana?

Já está em cartaz no Brasil Blade Runner 2049, sequel de um dos maiores clássicos da ficção científica e do cinema como um todo. Protagonizado por um dos queridinhos da Hollywood atual, Ryan Gosling e participação do veterano Harrison Ford, o filme despertou temor entre os fãs quando anunciado. No entanto após assistir o filme a conclusão que chegamos é que foi uma escolha feliz. Se por um lado estamos longe de carros voadores por toda a parte como na 2019 do filme original, nunca estivemos tão perto de alguns pontos como inteligências artificiais presentes em nossa sociedade e mesmo corpos sintéticos com consciência, como também visto em outros seriados como Black Mirror.

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A questão da máquina se aproximando do comportamento humano, ou máquinas com alma é um dos focos principais do filme. A busca do personagem K , um blade runner (Gosling, fenomenal mais uma vez) começa em uma de suas missões de rotina de exterminar replicantes que se rebelaram contra o sistema. Há toda uma nova geração deles, e ao contrário do primeiro filme estão em diversos lugares, não só da Terra como em nove planetas cumprindo suas funções. Cortesia de Niander Wallace (Jared Leto, aumentando sua coleção de papéis excêntricos). Um destes replicantes de última geração, Sapper Morton (Dave Bautista, o Drax de Guardiões da Galáxia, porém em um papel de muito mais respeito) vive em uma fazenda cultivando proteínas em paz e K chega para extermina-lo de uma vez. Após a missão, K se depara com a questão de Morton: “Você já presenciou um milagre?” que o leva a questionar a sua própria natureza. Além disso, um corpo de um replicante de modelo antigo encontrado no local da missão faz com que K se envolva em um mistério que pode levar a toda uma mudança da sociedade. Esse mistério em certo momento do filme leva ao encontro com o Blade Runner do filme original, Rick Deckard.

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Dizer mais do que isso seria spoiler e respeitamos quem não viu. O que podemos dizer é que se por um lado não é tão profundo ou pouco didático como o original, o filme gera muitas discussões em pontos que ficam em aberto no roteiro. Uma sociedade dominada (ou oprimida) por tecnologia, máquinas construídas para serem próximas de humanos, e de qual o sentido da vida, fazem com que o filme seja admirado não somente pelos fãs do clássico ou ficção científica, mas também aqueles que querem assistir um filme com algo a mais em meio a tantos remakes e reboots, filmes de super heróis e blockbusters que inundam nossas salas cada vez mais. O filme também apresenta cenas de ação bacanas, mas sem ser excessivo estilo Michael Bay. E também um time de personagens coadjuvantes bem construídos como a assistente de Wallace, Luv ou a companheira virtual de K, Joi (Ana de Armas, linda e talentosa). Por fim, recomendo que vão assistir em uma sala que tenha som e imagem de qualidade, pois o visual e a trilha sonora do longa são no mínimo dois motivos para que você não perca esse filmaço. Agradecemos a Sony Pictures que nos convidou para a pré estreia em São Paulo.

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Alexis é um grande apaixonado por vídeo games e filmes desde criança, nunca deixou de jogar ou assistir um filme praticamente por todos os dias desde que se conhece por gente.

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