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Confira a nossa análise completa do novo longa de Shyamalan

Estreou hoje nos cinemas brasileiros o filme Vidro, que conclui a trilogia iniciada por M. Night Shyamalan em Corpo Fechado. E já começo dizendo que o diretor fechou com chave de ouro o seu universo ambientado no mundo dos super heróis. Mas vamos por partes. Quando o diretor, consagrado pelo sucesso de O Sexto Sentido, lançou Corpo Fechado no ano de 2000, parecia apenas mais um belo trabalho. No entanto, tratava-se da primeira incursão do diretor no universo dos super heróis e vilões dos quadrinhos. Ainda assim, o diretor consegue com vários artíficios encantar um público mais abrangente do que as produções do genêro que tem inundado os cinemas nos últimos anos. Isso porque além da sacada de uma história de origem de um super herói, David Dunn, e o vilão Elijah Price, temos uma trama interessante sobre o nosso lugar no mundo e um suspense de primeira. E mais inesperado ainda foi Fragmentado de 2016, onde novamente o diretor utiliza o artíficio de nos entreter com uma trama sensacional sobre um homem com múltiplas personalidades para nos brindar somente no final com a aparição de David mencionando o alterego de Elijah, Sr. Vidro. Logo depois o diretor anunciou que fecharia a trilogia com Vidro. E aí começou a expectativa. Sigo o diretor no seu twitter oficial e fiquei encantado com o amor e dedicação que ele entregou a esse filme. Após as muitas semanas de filmagens, o diretor dedicou um bom tempo na edição, trilha sonora e outros detalhes que muitos podem não se importar. Mas quando assistimos o produto final no cinema isso fica evidente. E é dificil não entregar muitos detalhes da trama, mas pode ficar tranquilo pois este post não traz nenhum spoiler. Após a conclusão de Fragmentado (2016), Kevin Crumb (James McAvoy), o homem com 24 personalidades diferentes, passa a ser perseguido por David Dunn (Bruce Willis). O jogo de gato e rato entre os dois é observado por Elijah Price (Samuel L. Jackson), que continua obcecado pelas pessoas extraordinárias. O que posso dizer ao nosso seguidor é que o filme fecha perfeitamente todas as idéias iniciadas em Corpo Fechado e logicamente que se você não assistiu os dois filmes mencionados nem perca seu tempo de entrar na sala, pois você não entenderá nada desta vez. Trata-se de uma continuação direta, sem truques de Shyamalan ou distrações na trama. Mas claro que existe um roteiro que alinha os personagens dos filmes anteriores, em que a personagem da Dra. Ellie Staple (Sarah Paulson) é muito importante. Ela acredita que os poderes de David, Kevin e mesmo a mente genial de Elijah são delírios mentais. As atuações de Willis, Jackson e McAvoy continuam sensacionais e eles estão bem a vontade com seus papéis. Especialmente McAvoy que merecia ser premiado por conseguir mudar tão rapidamente a sua atuação entre as várias personalidades de sua condição. Também é bacana ver o retorno de Anya Taylor-Joy e Spencer Treat Clark nos papéis de Casey Cooke e Joseph Dunn. Os dois e a Mãe de Elijah (Charlayne Woodard), também tem bastante importância na trama, mesmo sendo coajuvantes. E aparentemente é o final das histórias deste universo incrível, que para mim supera facilmente as produções tanto da Marvel quanto da DC. O diretor já declarou que quer se dedicar a outros projetos. E se você ainda não conhece vale a pena maratonar os três filmes em sequência, pois se tratam de filmes maravilhosos, críveis e originais, produtos da mente de um grande criador.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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