Assistimos | Turma da Mônica – Laços

Confira nossa análise completa do longa da Turma da Mônica

Estreou hoje nos cinemas brasileiros, Turma da Mônica – Laços, o primeiro longa live action dos personagens de Maurício de Sousa. O filme é um tributo ao criador da turminha e à infância de muitos brasileiros. Mas vamos a sinopse:

“Após o sumiço do Floquinho, Cebolinha vai precisar da ajuda de seus inseparáveis amigos Mônica, Cascão e Magali para bolar um de seus planos infalíveis e recuperar seu cãozinho, dando origem a uma aventura que reacende os laços que unem a Turma da Mônica há mais de 50 anos.”

O longa adapta a graphic novel homônima, que faz parte do projeto Graphic MSP. Aliás ficam os parentêses aqui para esse belo projeto da Maurício de Sousa Produções que vem sendo lançada pela Panini. Falamos mais sobre ele aqui. Laços,  foi o segundo título da coleção, que chegou em junho de 2013, nas mãos dos irmãos mineiros. Vitor e Lu Cafaggi. O título rendeu as sequências Lições, em 2015, e Lembranças de 2017. Já inicio minha análise por esse ponto. O filme adapta a história trazendo uma transposição perfeita em algumas cenas, mas traz algumas adaptações na trama. Como todo bom nerd, foi inevitável uma releitura na hq e tenho que confessar, algumas mudanças foram muito bem vindas. É o caso da aparição de Licurgo Orival Umbelino Cafiaspirino de Oliveira, o Louco. Interpretado por Rodrigo Santoro, o personagem tem um belo momento no filme. É incrível como o diretor Daniel Rezende e os produtores do filme conseguiram trazer toda a essência do personagem diretamente das páginas do gibi para a telona. E não é só ele que agrega esse efeito ao longa. A Turminha e os muitos personagens que aparecem, vão tirar lágrimas de muito marmanjo. A escolha das crianças não poderia ser mais acertada. Mônica (Giulia Benite), Cebolinha (Kevin Vechiatto), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira) estão muito a vontade com seus personagens. Confesso que o choque de realidade de ver seus amigos favoritos da infância em carne e osso foi estranho, ao menos para mim, nas primeiras divulgações. Mas ao assistir o filme hoje, me emocionei desde o início. Ver as crianças com um figurino e caracterizações impecáveis, me fez mergulhar diretamente nos gibis que fizeram parte da minha infância. E recomendo ao nosso seguidor ficar de olhos bem abertos, pois além do quarteto clássico, há muitas participações especiais no filme, além do  já mencionado Louco. Aliás, na minha sessão, foi bastante curioso ver as mães explicando para os filhos quem eram aqueles personagens: “Olha filha, esse é o fulano, esse é o sicrano”. Incrível. E que maravilhoso que é ver um filme nacional com tal qualidade de produção. Alguns cineastas de Hollywood deviam sentar e assistir o filme para aprenderem como se faz uma adaptação de personagens tão longevos de forma tão esplêndida. A fotografia está maravilhosa. Colorida nos momentos mais lúdicos e sombria nos momentos de suspense. O diretor Daniel Rezende também está de parabéns. É evidente que trabalhar com crianças exige todo o cuidado. E ainda assim ele conseguiu extrair atuações ao mesmo tempo incríveis e naturais. Nada destas crianças artificiais que vemos por aí em longas ou séries. É claro que as características dos personagens estão todas lá. A força de Mônica, a esperteza de Cebolinha, a agilidade (e o cheirinho) de Cascão e a comilona e sensível Magali. Mas ao mesmo tempo temos crianças que estão ali se divertindo pela oportunidade de encarar personagens tão importantes para a nossa cultura. Enfim, acho que já me estendi demais e não quero estragar a experiência de nosso seguidor. Mas se lhe restava alguma dúvida quanto a conferir Laços, corra para os cinemas e delicie-se. Leve as crianças, os seus pais, os avôs, enfim, toda a família para conferir este momento histórico na telona. E fiquem ligados para mais novidades sobre filmes aqui mesmo no GamePlay RJ.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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