Assistimos | Tomb Raider: A origem

Confira nossa opinião sobre o longa baseado na franquia de games

Estreou ontem no Brasil o filme Tomb Raider: A origem (como sempre um subtítulo desnecessário…) trazendo de volta as telonas Lara Croft, uma personagem muito querida pelos fãs de games. De cara, já digo que me diverti bastante com o filme, ainda que não seja jogador assíduo de games, incluindo os da personagem. Então essa é uma opinião sobre o longa em si, evitando comparações desnecessárias com os jogos. E como sempre nosso texto tem no máximo spoilers leves, mas sem estragar de maneira alguma a diversão de nosso seguidor. Mas se você deseja ficar na escuridão total, assista o longa e depois volte com a gente. O filme é um reboot da franquia nas telonas, que já teve duas incursões em 2001 com Lara Croft: Tomb Raider e em 2003 com Lara Croft Tomb Raider: A Origem da Vida, ambos estrelados por Angelina Jolie. E assim em Tomb Raider: A origem temos novamente uma história de origem, que começa mostrando o dia a dia de Lara Croft (Alicia Vikander) no presente. Com 21 anos, ela vive de entregas de bicicleta em Londres e uma situação financeira não muito favorável. E aí já temos um dos pontos positivos do filme. Um filme rápido, sem enrolações. Com poucos minutos já temos uma visão da vida de Lara no presente, seus traços marcantes de personalidade, ou seja, ela é corajosa, inteligente, aventureira e não se apega as pessoas. Neste último ponto o filme já estabelece uma relação com a morte do seu pai Lorde Richard Croft (Dominic West, infinitamente superior a canastrice de Jon Voight nos longas antigos) que ocorreu sobre circunstâncias misteriosas há 7 anos atrás. A relação com seu pai e seus ensinamentos é mostrada através de flashbacks, o que também poupa tempo do filme. Bem, Lara acaba presa em um incidente e eis que surge Ana Miller (Kristin Scott Thomas), guardiã de Lara e que insiste para que ela assuma os negócios e a fortuna deixada pelo pai. A partir daí começa realmente a ação do filme. Richard deixa um quebra cabeça como parte do testamento que sem entregar mais detalhes acaba levando Lara a última busca de seu pai: a tumba de Himiko, a rainha de Yamatai. Claro, que para chegar lá Lara não iria pegar simplesmente um transporte e chegar lá. E aí temos outro ponto positivo do filme: apesar de apresentar algumas mudanças em relação aos games, ele é um jogo em si. Temos cenas que remetem à fases, temos um visual e ambientação que remetem aos games de Lara, e claro puzzles e inimigos à sua altura. O vilão do filme vem na figura de Mathias Vogel (Walton Goggins), que entrega um tom bem característico de vilões de jogos, mas de maneira nenhuma caricato ou exagerado. E claro que ele conta com um exército com soldados que aí sim entregam todos clichês deste tipo de papel. Mas isso de forma alguma estraga a diversão, já que de novo temos um filme baseado em um jogo.

Aproveitando o gancho, as diferenças existem, o que é compreensível em uma franquia tão longeva, que iniciou-se em 1996 e já conta com 18 jogos. O filme incorpora grande parte dos elementos do também reboot da franquia dos games Tomb Raider de 2013. E claro há algumas diferenças que não vou entregar para não estragar a diversão de vocês. Mas também tem muitas semelhanças e elementos clássicos dos games: A Trindade, a ilha, os enigmas, as armas, muita ação, sendo que aqui você não pode pausar ou salvar o “game” para ir ao banheiro, entre outros. Alicia Vikander está muito bem no filme e nos brinda com uma Lara mais bonita (desculpem meninas, mas é verdade), mas sem ser apelativa, com boa interpretação e com visual e atitude coerente com os jogos mais recentes e a tendência de protagonistas femininas fortes no cinema atual. E é isso, dizer mais seria estragar sua experiência. Assim, fã ou não da franquia dos jogos, vá ao cinema de cabeça limpa, compre um balde de pipoca e divirta-se como se fosse aquela jogada descompromissada de sábado a tarde.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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