Assistimos | The Mandalorian

Confira nossa análise completa da série da Disney+

The Mandalorian, uma das melhores produções da franquia Star Wars dos últimos tempos chegou ao fim hoje nos EUA. Além disso, é facilmente uma das melhores séries do ano (confira a lista completa clicando aqui). Mas o que há de tão especial na série? Bom, acho que justamente um dos pontos da popularidade da série é justamente a sua simplicidade. Situada entre o Episódio VI – O Retorno de Jedi e o Episódio VII – O Despertar da Força, a trama segue a história de um mandaloriano e suas missões como mercenário. Após a queda do Império e a falta do estabecimento completo da Nova República, há um vácuo na supremacia do poder. Este é o panorama perfeito para os mercenários, incluindo o protagonista, enriquecerem. A série começa quando o mandaloriano é mandado para recuperar um ser vivo de 50 anos, e como manda o código do seu clã, sem perguntas. Se você ainda não viu nada sobre a série, o que considero quase impossível, e não quer saber nada, pare por aqui. Daqui para frente rolam algumas informações da trama. Ao final do primeiro episódio, o mandaloriano descobre que se trata de um ser da raça do grande mestre jedi, Yoda. A partir daí ele adota A Criança, como é chamado o pequenino ser, que pelo seu tamanho diminuto e ser da raça do mestre jedi, também viralizou nas redes sociais como Baby Yoda. Obviamente não se trata do mesmo personagem, já que ele se uniu à Força ao final de o Retorno de Jedi. Os fãs mais fervorosos criticaram a escolha de um coadjuvante mirim para um mercenário, mas ao longo da trama o espectador começa a compreender melhor os motivos por trás disso. E ao final se justifica totalmente os motivos da proteção do pequeno pelo mandaloriano. Também parece ser uma referência clara ao clássico mangá Lobo Solitário, mais especificamente, ao filho do protagonista, Daigoro que companha seu pai Ogami Itto em sua busca por vingança. Também são claras as referências ao genêro western do cinema, a começar pelo tema incidental do protagonista, além dos tiros que voam para todo lado em suas missões. Outro ponto forte da série é o mistério da identidade do protagonista, já que dentre os mandamentos do seu código, ele nunca tira o capacete. Ainda falando do Código da Guilda dos Mandalorianos, há muita honra e respeito entre os seus, bem como nas sua missões. Trocando em miúdos: não faça perguntas, não se envolva, cumpra a missão e receba a recompensa. Recompensa que Mando, como é conhecido por outros mercenários, utiliza para reconstruir sua armadura com Aço Beskar, que foi tirado dos mandalorianos pelo Império. Assim, além da estética visual, o personagem está reconquistando sua própria honra. São detalhes sutir como este no roteiro que são diferenciados por se tratar de uma série de ação. Outra escolha acertada é a duração da temporada com oito episódios com cerca trinta minutos cada, exceto o primeiro e os dois últimos que tem uma duração maior. Com uma trama cheia de ação, roteiro ágil e ótimos personagens que vão sendo introduzidos, o espectador fica sedento por mais. A Disney fez muito bem em adotar o formato de algumas de suas séries concorrentes, com um episódio por semana, não somente mantendo o interesse da audiência, mas também levando os fãs a comentarem os episódios durante a semana. E no caso do Brasil, uma curiosidade é que o serviço ainda não chegou por aqui, mas isso não impediu os fãs de buscarem formas alternativas de assistirem. E claro, que deve-se reconhecer o crédito de Jon Favreau, um dos nomes importantes do Universo Cinematográfico da Marvel que nos entrega uma primeira série incrível de Star Wars. Outro ponto positivo é a atuação de Pedro Pascal, que mesmo atrás da máscara entrega uma atuação forte. De poucas palavras, mas com ações honradas, dentro do seu próprio código, o ator conseguiu em poucas semanas construir um personagem que já rodeia nossas mentes como um dos mais interessantes da franquia dentro do cinema e da TV. É inevitável a comparação com o lamentável Episódio IX: A Ascensão Skywalker (leia aqui nossa análise sem e com spoilers), que mesmo com maior orçamento e três filmes não chega nem perto do que foi construído na série. O piloto da série já é excelente, como deveria ser de todas as séries. Somos apresentados ao protagonista e seu universo de mercenários de forma rápida, sem muita conversa. E já no primeiro episódio somos brindados com a atuação de Carl Weathers, o eterno Apollo Creed da franquia Rocky e Nick Nolte por trás da maquiagem pesada de Kuill, um fazendeiro de vapor. De fato é difícil escolher os melhores episódios já que todos tem sua importância e são muito bons, exceto talvez o quinto, onde o ritmo da série desacelera um pouco, mas é bastante divertido com menção a um planeta muito importante da franquia. A atriz Gina Carano também tem grande importância durante a temporada. Ela interpreta Cara Dune, uma ex soldado dos Rebeldes que se tornou uma mercenária. E vale advertir nosso seguidor de que se por um lado, os episódios começam parecer “missão da semana”, ao final da temporada tudo se amarra. E de novo é inevitável comparar com o recente Episódio IX onde ressuscitaram de forma forçada o Imperador Palpatine, quando temos o sempre Giancarlo Esposito que nos entrega mais um vilão formidável nos episódios 7 e 8. Espero que ao menos a Disney aprenda com seu próprio produto e nos entregue filmes mais decentes no futuro que não sejam tão dependentes do canône estabelecido. Mas os fãs não precisam se preocupar, pois há easter eggs constantes  na série. Mas The Mandalorian, criou não só uma trama incrível, mas todo um universo que se sustenta sozinho sem depender de Jedis, Sith, e personagens de histórias passadas. E assim termino essa análise feliz da vida de fechar o ano assistindo um produto de Star Wars incrível, além de uma das melhores séries do ano. E sim, há uma ponta solta para uma próxima temporada, mas ao final todas as principais perguntas são respondidas. Portanto, meu amigo, se você ainda não começou a ver, corra e tenha certeza de plena satisfação. Fiquem ligados para mais novidades sobre séries, a qualquer momento, aqui no GamePlay RJ.

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