Assistimos | The Cloverfield Paradox

J.J. Abrams pegou a galera de surpresa com esse lançamento do Netflix. Mas será que vale a pena? Confira com a gente

Na noite de domingo rolou o Super Bowl nos EUA. O evento é muito esperado pelos fãs do esporte e também pelos fãs do cinema e TV, já que sempre passam os trailers dos filmes e série mais esperados do ano. Nós já mostramos os trailers aqui e entre os muitos lançamentos bacanas eis que surgiu The Cloverfield Paradox. Só que foi mais do que um trailer da esperada continuação do clássico sci-fi Cloverfield. J.J. Abrams, mais uma vez inovou e mostrou seu poder como mestre do entretenimento mundial ao simplesmente colocar o filme a disposição dos assinantes do Netflix ao final da partida, inclusive no Brasil. Fã do filme original de 2008, e também de quem adorou a continuação de 2016 (outra surpresa de J.J.) Rua Cloverfield, 10, não podia deixar de conferir esse lançamento. O filme vem sendo desenvolvido desde 2012 e tinha o título provisório de The God Particle. Desde então vem sendo anunciadas novas datas, adiamentos, até que o longa chegou com o novo nome. E valeu toda expectativa e surpresa? Bom, desde já aviso que haverão comentários, mas sem nenhum grande spoiler do filme. Afinal é impossível fazer uma análise do longa sem tecer alguns. Mas como essa franquia sempre foi envolta em mistério e com sonegação de informações antes dos lançamentos dos filmes, fiquem avisados. Ainda comigo? Ótimo, então vamos lá. Já começo dizendo que The Cloverfield Paradox não é um filme ruim, ainda que seja recheado de clichês. A trama segue a tripulação da Shepard, um estação espacial equipada com um acelerador de partículas para tentar solucionar uma crise energética que está acontecendo na Terra. Após inúmeras tentativas eis que ocorre um teste aparentemente bem sucedido, só que ao custo do desaparecimento do planeta. A partir daí a população tenta retornar ao normal tentando descobrir o que deu errado no experimento. Até aí, parece um filme qualquer de ficção científica e que se demonstra interessante, prendendo a atenção aos fãs de física quântica e filmes no espaço. Em Rua Cloverfield, 10, também tivemos uma situação parecida, com um ótimo filme de suspense onde as referências ao filme original vão aparecendo aos poucos até o grandioso final em que é revelado o link esperado pelos fãs. Aqui porém, achei as referências um pouco forçadas em certos momentos. Você descobre a ligação essencial com Cloverfield antes da metade do filme. A partir daí, existem algumas referências como o original e também com a continuação de 2016, além do catártico final que na minha opinião é mais fan service do qualquer outra coisa. E vale a pena? Bom, acho que vale assistir sim, especialmente (e eu diria até necessariamente) se você é fã da franquia e já assistiu os dois filmes anteriores (aliás já passou da hora do Netflix colocar o segundo no ar!). Mas a minha conclusão final depois de acompanhar todos, é que J.J. poderia muito bem ter parado no primeiro filme e deixar aquele gostinho de filme cult com final, explicações e teorias abertas para os espectadores discutirem por anos, como Donnie Darko, Southland Tales (os dois do diretor Richard Kelly, e se você não viu veja, até antes de Cloverfied Paradox) e outros por aí. Mas recomendo aos fãs de ficção científica em geral e também para quem ainda não tinha assistido nenhum filme da franquia, tá na hora de maratonar todos, pois com todos seus defeitos, ainda estão acima da média do arroz e feijão que são a maioria dos filmes hoje.

Felipe

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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