Assistimos | Sense 8: o episódio final

O episódio final do grande sucesso das Wachowski está no ar. Confira nossa análise

Estreou na última sexta, dia 08 de Junho, no Netflix, o episódio final de Sense 8, série original do serviço de streaming. A série criada por Lana e Lily Wachowski estreou em 2015 em uma temporada com 12 episódios, a segunda chegou em 2017 com 10 episódios e mais um especial de Natal, que foi lançado entre as duas temporadas, no final de 2016. Em Junho de 2017 o Netflix anunciou o cancelamento da série apesar de negociações prévias com roteiristas e atores. para uma terceira temporada. Começou então uma campanha dos fãs na internet para que a série voltasse e em 29 de junho foi anunciado um episódio final. E o resultado? Na minha opinião as 2 horas e meia poderiam ser utilizadas de forma melhor, resolvendo várias questões levantadas nas duas temporadas. Mas vamos por partes. A história começa exatamente onde a segunda parou. Wolfgang preso pela OPB e Milton “Sussuros” Brandt nas mãos de Will e do cluster, que declararam guerra contra a organização. Começa aí a luta dos sensates que estão escondidos todos juntos em Paris contra a organização para salvar o alemão e destruir os planos da organização.

Não vou entrar em mais detalhes do roteiro para não estragar a diversão dos nossos seguidores. Quem gosta da parte de ficção científica da série tem apenas um grande momento durante o episódio, onde se revela mais sobre os sensates. Também há alguns flashbacks trazendo mais sobre o passado de Jonas, Angelica e seu cluster. Dito isso, de forma alguma achei um episódio ruim. Os atores estão totalmente a vontade com seus personagens, as cenas de ação são sensacionais com o uso de habilidades do cluster em conjunto e a fotografia é maravilhosa com locações em Paris, onde se passa grande parte do episódio, mas também há cenas em outras locações que deixo para os nossos leitores acompanharem por si mesmos. Aliás, um dos destaques do episódio fica justamente pelo carinho que Lana, que dirige o episódio, tem pela série em cenas extremamente bem dirigidas. São de babar as tomadas, seja em câmera lenta ou na ação desenfreada. A relação única compartilhada entre os sensates traz algumas cenas interessantes. O final deixa a desejar, já que se perde muito tempo com corre corre e uma resolução muito rápida a la Deus Ex Machina. Também acho forçada a propaganda pelo movimento LGBTT em alguns momentos como na cena final da série, que por sinal é repetitiva. Acho que o uso de personagens gays, a sua relação com o mundo e suas famílias já havia sido bem explorada e continua sendo explorada no episódio final. Isso por si só na minha opinião já é um destaque da série, sendo desnecessário algumas cenas que poderiam ser substituídas por mais da história dos personagens em si ou da mitologia da série. Mas de qualquer forma, os fãs vão se divertir bastante com a despedida dessa grande série que sem a menor dúvida é acima da média da maioria das que fazem parte do grande catálogo da Netflix.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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