Assistimos | Milagre na Cela 7

Confira nossa análise completa do filme disponível na Netflix

Devido ao isolamento social da pandemia do Covid-19, a procura pelos serviços de streamings aos amantes do cinema aumentou. E no caso da Netflix, ao lado de O Poço (confira nossa análise clicando aqui), O Milagre na Cela 7 foi um dos lançamentos mais falados na plataforma nas últimas semanas. O filme turco traz a história de Memo (Aras Bulut Iynemli), um deficiente intelectural que vive tranquilamente em um pequeno vilarejo com a filha, Ova (Nisa Sofiya Aksongur) e a avó Fatma (Celile Toyon Uysal). Mas a vida da família vira de ponta cabeça quando Memo é acusado injustamente da morte da filha de um militar. O longa do ano passado dirigido por Mehmet Ada Öztekin é um remake de uma produção sul coreana de 2013 de mesmo nome. E afinal qual o motivo de tanto sucesso? Ah sim, e a nossa análise a seguir não tem spoilers, então pode ficar tranquilo. Apesar da trama não ser muita novidade, já vista em filmes como Uma Lição de Amor e À Espera de um Milagre, a produção consegue trazer um novo frescor ao genêro dramático. Um dos elementos sem dúvida é a atuação do elenco, especialmente dos protagonistas Memo e Ova. Aras Bulut por ser extremamente crível variando entre um deficiente, que é muito observador e inteligente, escalando rapidamente para momentos dramáticos mais intenso ou de alegria contagiantes. Já a menina Nisa Sofiya, traz uma luz em todas as cenas que participa, seja sorrindo ou fazendo observações muito inteligentes, daquelas que as crianças adoram nos surpreender. O elenco de apoio também agrega a potência do filme, especialmente no núcleo dos detentos que dividem a Cela 7 do título com Memo, uma das forças motrizes da trama. Todos eles tem histórias dos motivos que os fizeram chegar ali e personalidades muito distintas. Também trazem uma leveza, com um humor leve em alguns momentos. Outro elemento interessante é o fato do filme ser turco, possibilita ao espectador uma diversidade que não se encontra nos cinemas atualmente, dominados pelos filmes norte americanos. Isso possibilita conhecer elementos de outras culturas, como nesse caso a religião muçulmana, orientação de alguns personagens da trama. No entanto, de forma alguma se trata um filme religioso, como aparenta o título. O tal Milagre tem pouco a ver com a já citada religião muçulmana, sendo um elemento atribuído mais a soliedariedade e amor humanos. Mas fica o aviso aos mais sensíveis, o filme realmente merece a fama que tem ganhado na internet de “fazer chorar”. Pessoalmente, acho que nenhum ser humano vai resistir. Seja pela trama em si, muito emocionante, ou pelo amor de pai e filha entre Memo e Ova que é de amolecer os corações mais duros. Enfim, dizer mais sobre este belíssimo filme seria estragar a experiência de nosso seguidor. Então se você estava em dúvida sobre conferir Milagre na Cela 7, aproveite o isolamento, fique em casa e se divirta. Fiquem ligados para mais novidades sobre filmes, a qualquer momento, aqui no GamePlay RJ.

Comentários

comentários