Assistimos | Jojo Rabbit

Confira a nossa análise do longa da 20th Century Studios

Esta semana foi a vez de conferir Jojo Rabbit. O longa tem seis indicações ao Oscar 2020, com destaque para Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante para Scarlett Johansson, que também está indicada como Melhor Atriz por História de um Casamento (confira nossa análise completa aqui). O filme de Taika Waititi tem como background a Segunda Guerra Mundial onde o garoto Jojo divide o seu tempo em tentar ser criança e o fanatismo pelo nazismo. O seu nacionalismo exaltado é tal, que Jojo encontra como válvula de escape uma amizade imaginária com o próprio Hitle, interpretado pelo cineasta. Esta análise é livre de spoilers e você pode curti-la tranquilo se não viu o filme. Mas vamos a sinopse oficial:

“O diretor e roteirista Taika Waititi traz seu estilo de humor para o seu mais recente filme, Jojo Rabbit, uma sátira da Segunda Guerra Mundial que acompanha um garoto alemão solitário (Roman Griffin Davis como JoJo). A visão de mundo de Jojo vira de cabeça para baixo quando ele descobre que sua mãe solteira (Scarlett Johansson) está escondendo uma jovem judia (Thomasin McKenzie) em seu sótão. Com ajuda apenas de seu amigo imaginário idiota, Adolf Hitler (Taika Waititi), Jojo deve confrontar seu nacionalismo cego.”

Eu começo minha análise dizendo que pessoalmente tenho um pouco de aversão pelos filmes de guerra. São poucos os que me chamam realmente a atenção. A citar  alguns que são exceção: Nascido em 4 de Julho, A Lista de Schindler, O Resgate do Soldado Ryan, Bastardos Inglórios e a Menina que Roubava Livros em que todos tem algo a mais do que somente os horrores da guerra. Jojo Rabbit entra nessa lista. O filme, uma adaptação do livro de mesmo nome, traz uma visão interessante de quem viveu a Segunda Guerra. Mas também tem um que de fantasia, como a amizade muito divertida com um Adolf Hitler que serve de fuga para a realidade do garoto. Não somente uma fuga, mas um verdadeiro terapeuta que ajuda o garoto a se confrontar consigo mesmo ou tomar algumas decisões. Isto ocorre porque em sua triste realidade e com a ausência do pai ele teve que crescer muito rápido. Como a própria mãe, Rosie, diz em certa cena do filme: “Está crescendo rápido demais. Crianças de 10 anos não deveriam celebrar guerras e falar de política”. O garoto Roman Griffin Davis atua muito bem e há algumas cenas tocantes, principalmente na última parte. Taika mantém um tom de comédia que já é marca registrada em outros de seus filmes como Thor: Ragnarok e O Que Fazemos nas Sombras. É incrível como ele consegue incluir elementos de humor mesmo em um cenário tão pesado. Notem a cena inicial ao som de I Wanna Hold Your Hand, em alemão, ou as cenas com o  Capitão Klenzendorf (Sam Rockwell), que critica de forma bem humorada, o nazismo, a piada recorrente da saudação Heil Hitler, entre outras. Também dirige muito bem, tanto em planos fechados para captar as emoções dos atores, quanto em planos abertos, nas cenas de guerra, nas andanças de Jojo pela cidade ou em seu treinamento militar. Scarlett brilha novamente, em poucas, mas excelente cenas, e merece a dupla indicação ao Oscar, feito para poucos atores. A mudança do drama, para a comédia, para a rigidez é natural. O figurino e a produção são um show a parte, sendo que o filme também foi indicado para estas categorias. Enfim, um filme completo, que mesmo tratando de uma temática pesada, traz uma mensagem positiva ao final. Uma pena que terá páreos duros no Oscar como Melhor Filme, mas espero que ao menos leve o Melhor Roteiro Adaptado, para reconhecer esse grande cineasta que é Taika Waititi. Fiquem ligados para mais novidades sobre filmes, a qualquer momento, aqui no GamePlay RJ.

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