Assistimos | Homens de Preto Internacional

Confira nossa análise completa do longa da Sony Pictures

Destaque entre as estreias do último final de semana, chegou aos cinemas brasileiros Homens de Preto: Internacional, filme da Sony Pictures. O novo capítulo da franquia serve como uma espécie de reboot da franquia iniciada em 1997 e consagrada pelos atores Will Smith e Tommy Lee Jones. Na verdade o filme funciona mais como uma expansão do universo da agência, ganhando uma visão global da mesma. A nossa análise não tem spoilers, então pode curtir tranquilo, caso ainda não tenha conferido o longa no cinema. Mas vamos a sinopse:

“Os Homens de Preto sempre protegeram a Terra da escória do universo. Nessa nova aventura,  os Agentes H e M enfrentam a maior e mais global ameaça de todas: um espião infiltrado na organização MIB.”

O filme começa mostrando os Agentes H (Chris Hemsworth) e T (Liam Neeson) em uma missão típica dos Homens de Preto, ao impedir um grande invasão alienígena. Corta para um flashback onde conhecemos uma Agente M (Tessa Thompson) na infância e onde surge seu interesse pela misteriosa agência. A partir daí começa realmente a história onde acompanhamos o ingresso da Agente M na Homens de Preto e seu deslocamento para uma missão com a divisão de Londres. As grandes franquias da história do cinema, por vezes cometem o erro de se estender demais. Já começo minha análise, dizendo que não é o caso do filme. Uma das diferenças dos quadrinhos, fonte original da franquia, é não ter o foco em uma dupla de agentes como nos primeiros filmes. E neste ponto, o novo capítulo acerta em cheio, pois traz uma história fechada, onde pode-se ou não ter uma continuação. Além disso, expande a franquia para um nível globalizado, o que traz um potencial bacana para futuras continuações. O roteiro traz alguns elementos muito interessantes. A começar pela protagonista, Agente M, trazendo o protagonismo feminino para a franquia. Também é interessante a história de vida de M, que ao contrário do Agente J nos primeiros filmes, é obcecada em ser uma Agente da Homens de Preto. Também é uma geek de aliens e de sua cultura, o que traz uma visão deslumbrada do universo. É muito legal ver esse contraste entre esse filme e o filme original, onde Will demora a aceitar o universo e se assusta frequentemente com as situações que lhe são impostas. Inclusive há algumas homenagens as cenas originais, como quando a agente entra pela primeira vez na MIB de Londres. Ainda que muita gente esteja reclamando por aí, eu pessoalmente achei que os responsáveis pelo filme fazem bonito ao continuarem inovando nos alienígenas, grande foco dos filmes, com espécies muito interessantes e divertidas. Um dos destaques é Pawny, coadjuvante alien da vez, um pequenino desbocado que funciona muito bem como alívio cômico. Também vale o destaque para a participação especial de Sergio Mallandro no filme. Não vou me estender mais sobre isso, porque já contamos tudo para nossos seguidores aquiaqui. Também vale citar a dupla de atores protagonistas. Repetindo a dobradinha iniciada em Thor: Ragnarok, Chris Hemsworth e Tessa Thompson funcionam muito bem juntos. Ele, se estabelecendo cada vez mais na comédia, como já visto no citado filme da Marvel e recentemente em Vingadores: Ultimato, além de outra franquia clássica: Os Caça Fantasmas. Tessa, também muito a vontade com o papel, alternando de forma competente em momentos sérios e de humor ou contraponto do tom pastelão de Chris. A direção fica por conta de F. Gary Gray, que atuou em Velozes e Furiosos 8, além de Uma Saída de Mestre e o Negociador, grandes filmes nos inicio dos anos 2000. O diretor manda bem nas cenas de ação, e não perde muito tempo com blá,blá,blá excessivo, não deixando o espectador desinteressado. O roteiro por outro lado, deixa a desejar em alguns momentos, como o traidor da agência, óbvio desde o começo, além de cortes bruscos entre o passado e o presente, principalmente na história do Agente H, mas nada que prejudique a experiência. E é isso. Se você quer uma diversão honesta, naquele dia que você corre para o cinema para distrair a cabeça do dia a dia, este é o seu filme. Não espere nada muito inovador, ou que vá trazer uma grande lição, mas fique tranquilo, compre um balde de pipoca e divirta-se. Fiquem ligados para mais novidades sobre filmes a qualquer momento aqui no GamePlay RJ.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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