Assistimos | Homem-Aranha: Longe de Casa

Confira nossa análise completa do novo longa da Sony Pictures

E chegou a hora de conferir Homem-Aranha: Longe de Casa, o novo filme de um dos personagens mais queridos da Marvel. Vindo após o grande sucesso de Vingadores: Ultimato, apesar de ser uma continuação, o filme na verdade traz um novo começo para o herói. E atenção porque se por acaso você ainda não viu Vingadores: Ultimato, os comentários a seguir tem spoilers. Quanto ao filme em si, apenas alguns comentários sem revelações para estragar a sua experiência. O filme traz Peter Parker (Tom Holland, incrível novamente) lidando com a morte do seu mentor Tony Stark. Para relaxar um pouco, ele decide viajar com seus amigos da escola em uma excursão para a Europa. Mas logo ele é obrigado a encarar suas responsabilidades como herói, quando monstros gigantes começam a atacar. Para ajudar o herói surge um personagem misterioso vindo de outra dimensão, chamado Quentin Beck, o Mysterio (Jack Gyllenhaal, muito bem em mais um papel). O filme começa com uma pegada interessante, leve, como uma comédia romântica teen, que evidentemente busca identificação com um público mais jovem. Esse processo começou lá atrás, na escolha de um ator jovem na sua primeira aparição em Capitão América: Guerra Civil. Aos que buscam um filme cheio de ação, com situações clássicas dos filmes do Universo Cinematográfico da Marvel, podem esquecer. O filme demora a engrenar, e somente na segunda parte temos ação desenfreada em ótimas cenas. Aliás, vale ressaltar que se você não conhece os quadrinhos talvez se divirta até mais com um plot twist ao final da primeira parte. Os fãs mais puristas devem ficar longe do filme, mas eu pessoalmente, mesmo sendo fã, acho que ele só segue os aspectos criados desde Guerra Civil e do primeiro longa. Ainda que, mesmo considerando isso, Peter continua muito dependente do Homem de Ferro e Tony Stark, mesmo depois de sua morte em Ultimato. O filme traz em seu início um discurso sobre um dos grandes motes do herói: a responsabilidade. E quando você achar que Peter vai ter sua independência, vira tudo de ponta cabeça e ele acaba dependendo dos recursos de Tony para salvar o mundo. E nem vamos entrar no mérito da MJ que não é a MJ, das mudanças nos seus amigos, ou ausências de grandes nomes, porque para mim isso já está bem estabelecido. Aliás, falando do casal Peter e MJ, agrega um conflito clássico do personagem de aqueles que ama sempre estarão em perigo. Mas mesmo com algumas ressalvas não é nem de longe é um filme ruim. Achei muito divertido, mas aos fãs reforço o aviso, você tem que desapegar um pouco do que conhece do personagem, embarcar na ideia dos diretores, e lembrar que no final do dia, é apenas um adolescente tentando salvar o mundo. Quanto as famosas cenas pós créditos, temos duas, sendo que a primeira é bastante chocante e terá desdobramentos muito bacanas para o personagem. Já a segunda traz mais questões do que respostas, e também abre muitas possibilidades, não só para o herói mas para o universo cinematográfico. Agradecemos a Sony Pictures do Brasil pelo convite para a preé estreia. Fiquem ligados para mais novidades sobre filmes a qualquer momento aqui mesmo no GamePlay RJ.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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