Assistimos | Fullmetal Alchemist

Confira a nossa opinião sobre o longa live action que estreou essa semana na Netflix

Estreou esta semana no Netflix o longa live action de FullMetal Alchemist. Baseado no mangá homônimo de Hiromu Arakawa, o filme causou grande comoção entre os fãs da obra desde sua primeira divulgação. Estrelado por Ryôsuke YamadaAtom Mizuishi nos papéis de Edward e Alphonse Elric, respectivamente e grande elenco, a minha opinião geral é que de apesar de ter bons momentos, o filme deixa a desejar. Para quem não conhece a obra, a história começa com os irmãos Edward e Alphonse Elric quebrarando o maior tabu entre os alquimistas: realizaram uma transmutação humana para trazer de volta à vida sua mãe. Mas tudo deu errado. No processo, Ed perde a perna esquerda e, para salvar ao menos a alma de seu irmão mais novo, ele sacrifica seu braço direito para fixá-la a uma armadura medieval. A partir daí a dupla parte em uma jornada em busca da lendária Pedra Filosofal, a qual acredita-se ser capaz de aumentar os poderes de um Alquimista. O plano dos irmãos é usá-la para ter seus poderes ampliados e assim trazerem seus corpos de volta. Para tanto, Edward se torna um Alquimista Federal. Mas, pouco a pouco, ele e Al vão desvendando os mistérios que envolvem a Pedra Filosofal e toda uma trama conspiratória envolvendo o governo, alquimistas e estranhos seres dotados de incríveis poderes conhecidos como Homúnculos. O mangá está sendo lançado em uma nova edição no Brasil pela Editora JBC. Atualmente se encontra no número 18 em um total de 27 volumes. A editora também já lançou dois volumes de um guia completo trazendo detalhes da obra. O mangá também ganhou duas séries em anime, uma de 2003 com título homônimo ao mangá e outra de 2010, com o subtítulo Brotherhood. A primeira destoa do mangá original em um total de 51 episódios. A segunda é mais fiel, tem 64 episódios e uma qualidade de animação superior. Ambas também estão disponíveis no Netflix. 

Voltando ao filme, a trama segue inicialmente o mangá, mas acaba se perdendo conforme avança e tem um clímax que pessoalmente achei terrível e remete a um plot da primeira versão do anime de 2003. As caracterizações estão ótimas para a maioria dos personagens, apesar de fãs da obra como eu hão de estranhar Edward e Winry, a melhor amiga dos irmãos interpretados por adultos. Os efeitos especiais são competentes, especialmente a armadura de Al, que apesar de ser feita de CGI com captação de movimentos, é bastante convincente, incluindo suas interações com outros personagens. Os homúnculos também ficaram bacanas, ainda que somente três deles marquem presença no filme. Outro ponto alto do filme é a transposição perfeita de algumas cenas do mangá, com destaque para o drama do Alquimista Federal Shou Tucker, a trama de conspiração envolvendo Mae Hughes e as cenas com Ed além do Portão da Verdade. Os fãs da obra sabem do que estou falando e para os não fãs não vou dar mais detalhes para não dar spoilers. Para quem não conhece a obra talvez valha a pena começar por aí, devido ao longa ser um dos assuntos do momento. Para quem já conhece, recomendo que veja, mas sem grandes expectativas e para apreciar os bons momentos e caracterizações de personagens de deixar a maioria das adaptações de Hollywood no chinelo. E para ambos recomendo que depois do filme aproveitem a edição bacana pela JBC e devorem todos os volumes. O mangá sem a menor dúvida, traz uma trama muito mais complexa e interessante. Daquelas de você passar horas e horas lendo e ainda querer reler depois.

Felipe

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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