Assistimos | Fleabag – 1 Temporada

Confira nossa análise completa da série da Amazon Prime Video

Fleabag tem sido um fenômeno desde sua estreia e o seu sucesso tem sido reconhecido nas premiações onde venceu as principais categorias dentre elas Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz em Série de Comédia para Phoebe Waller-Bridge, criadora e protagonista da série. É dificil de definir o que faz a série tão interessante, mas desde já digo que o seu sucesso é merecido, após conferir a primeira temporada. A crítica tem alguns pontos da trama, mas nada que possa ser considerado um spoiler grave. Mas se você não quer saber absolutamente nada sobre a série confira e depois volte aqui para conferir. Vamos começar pela sinopse:

“Fleabag (Phoebe Waller-Bridge) é uma jovem adulta lidando com problemas quase universais sob o ponto de vista feminino: problemas de relacionamento, frustração sexual e profissional, conflitos familiares. Uma mulher moderna vivendo em Londres, ela está tentando curar uma ferida enquanto recusa ajuda daqueles à sua volta, mantendo seu perfil intimidante o mais intacto possível.”

As séries de comédia, principalmente as sitcons americanas, adotaram uma fórmula de sucesso que teve grandes altos como Friends, How I Met your Mother, Will and Grace, entre outras, que acabou se tornando batida, muitas vezes cansativa, ao longo dos anos. Felizmente, Fleabag, britânica até a alma, trouxe um novo frescor ao genêro, com um conjunto de fatores que acabou levando ao sucesso. O nome Fleabag vem de uma gíria britânica para pessoa suja, mal vestida, mal arrumada, que pode ser extendido para uma pessoa que está na pior, que não está bem resolvida na vida. E é assim que encontramos a personagem a protagonista já no começo da série. Ela tem um pequeno café em Londres que está prestes a ser fechado, tem um namorado que é um loser, e não tem muita afinidade com sua família. A única com quem ainda tem uma relação, de uma maneira bem particular, é com Claire, a sua irmã bem sucedida. Ao longo dos episódios descobrimos que o café foi aberto com uma amiga muito querida que acabou se suicidando depois de romper com o namorado. Assim, a personagem está sofrendo um momento de luto, e tenta mascarar isso através de relações descartáveis (ela larga o namorado e começa a sair com outros caras), com um humor nada sutil e se tentando a todo custo manter o café aberto, pois acha que é a única coisa que restou para ela. A quebra da quarta parede, apesar de não ser novidade, dá um charme especial para série. As mulheres se divertem pela identificação, e os homens também devem curtir, já que nos permite ao menos olhar por uma frestinha de uma mente feminina. O pequeno núcleo de personagens dá espaço para todos participarem e se tornarem coadjuvantes interessantes ao espectador. A temporada tem apenas seis episódios de 20 a 30 minutos, o que também é de se elogiar, já que permite maratona-la muito rapidamente, ou mesmo em um pequeno intervalo de nossas tarefas. Apesar de ser uma série firmada no humor, há um desenvolvimento muito reflexivo sobre a vida adulta e também momentos dramáticos fortes, especialmente no último episódio. Acho que dizer mais seria estragar a experiência do espectador e portanto deixo aqui minha recomendação para esta grande série, que realmente é uma das melhores do genêro de comédia dos últimos tempos. A série já tem uma segunda temporada, também bastante premiada, e ambas estão disponíveis no Amazon Prime Video. Fiquem ligados para mais novidades sobre séries, a qualquer momento, aqui no GamePlay RJ.

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