Assistimos | Esquadrão 6

Confira nossa análise completa do filme de ação da Netflix

Final de ano chegando, e naquele climão de pré festas ou de ressaca pós festas, nada melhor que ver um filme, certo? Estivemos no painel da Netflix da CCXP 2019 (confira tudo o que rolou aqui) onde estiveram presentes Ryan Reynolds e alguns atores do seu longa do serviço de streaming, Esquadrão 6. O nome do ator é controverso quando se trata de filmes. Um péssimo filme do Lanterna Verde, um excelente primeiro longa do anti-herói tagarela Deadpool, com uma sequência que divide opiniões, isso sem contar sua partipação com o mesmo personagem em Wolverine: Origens e finalmente sua participação no pior longa do herói Blade (Trinity). Ok, estou sendo tendencioso propositalmente (e ignorando completamente Detetive Pikachu) e citando apenas as atuações de Reynolds nos longas baseados em hqs. E por que? Porque quando o ator mencionou que Esquadrão 6 tinha uma estética deste genêro, e fez várias piadas durante o painel, não era só marketing. Outro grande acerto de cara na minha análise foi a parceria com Michael Bay. Assim como Reynolds, ame ou odeie Bay, mas é fato inegável que o cara é um dos maiores, senão o maior dos diretores de filmes de ação atuais. Tá bom, o cara passou do ponto nas franquias Transformers e Tartarugas Ninja, principalmente nas sequências, mas as suas cenas são tudo o que um filme de ação precisa: esteticamente maravilhosas com suspensão de descrença total. E para fechar os motivos de potencial sucesso do longa fechamos com a Netflix. Afinal, depois de um dia estressante no trampo ou na vida de modo geral, ou no climão de final de ano, feriados, etc, nada melhor do que aquele filme e food delivery sem precisar sair de casa e só relaxar.

Estabelecidos estes pontos, começo minha análise dizendo que Esquadrão 6 é um dos filmes de ação mais sensacionais que vi este ano. Assim, facilmente. Quer apostar? Tirando os filmes da Marvel, que são recheados de ação (e alguns só se salva isso, como o medíocre Homem Aranha: Longe de Casa), é só ver o que rolou de grandes filmes do genêro este ano. Hobbs & Shaw? (confira o que achamos aqui). Só a sequência inicial  de Esquadrão 6, com uma perseguição em alta velocidade nas ruas estreitas de Florença, já põe o último filme da franquia Velozes e Furiosos no bolso. John Wick 3? Adoro, mas a maioria há de convir comigo que o filme afundou de vez na mitologia, que de novo, acho muito bom, mais perde em ação perto do original. Rambo e Exterminador do Futuro? Ok. Estamos falando sério aqui. Esses caras já estão fazendo hora extra. Mas vamos ao que interessa, e como sempre nossa análise é sem spoilers, só com breves comentários sobre a trama. Se você é daqueles que não quer saber absolutamente nada, pare por aqui, confira esse longa incrível e volte. A história de Esquadrão 6, traz o misterioso Um (Ryan Reynolds), um bilionário excêntrico, que após testemunhar horríveis crimes de guerra no Turgistão, decide fazer algo para mudar o mundo. Para isso ele reúne uma equipe de pessoas, cujas identidades foram apagadas após suas aparentes mortes, tornando-os verdadeiros fantasmas na sociedade. São eles, Dois (Mélanie Laurent), uma ex-agente da CIA, Três (Manuel Garcia-Rulfo), um ex-assassino profissional, Quatro (Ben Hardy), o “cara do parkour” (skywalker, no original), Cinco (Adria Arjona), uma ex-médica que sabe lidar com situações extremas, Seis (Dave Franco), um motorista de fuga hábil. E (alerta de spoiler leve): Sete (Corey Hawkins) um ex-sniper da Força Delta Americana que se junta a equipe após a morte de Seis na primeira missão. Assim, Um reúne um time com pessoas muito habilidosas em suas áreas para uma missão impossível (também foi proposital): derrubar o ditador Rovach Alimov (Lior Raz) do poder. E também empoderar seu irmão, Murat (Peyman Maadi) que acredita que o país pertence ao seu povo em um governo democrata.

Simples assim. E não precisa mais que isso. Filmes de ação que se levam a sério demais são insuportáveis. E por falar nisso, quem gosta do bom humor característico das atuações de Reynolds, este também está presente, mas moderado, sem exagero. E como disse no começo, além de ter uma cara de filmes de super heróis, no sentido de pessoas-super-habilidosas-que-se-juntam-para-salvar-o-mundo o filme tem várias referências e piadas que remetem a este universo. Mas de novo, nada exagerado.  A sequência que sobe um pouquinho o tom neste sentido, e aí aproveito para falar do talento de Um, é a sequência que ele utiliza um imã de maneira muito criativa, mas sem mais detalhes, para não estragar a surpresa de nosso seguidor. A fortuna do personagem veio justamente de sua grande criatividade e de invenções que desenvolve desde criança. Mas fechando este ponto, não é um filme de comédia, é ação do começo ao fim. E literalmente. Já citei a sequência inicial incrível em Florença. A partir daí o filme segue em uma exponencial crescente e vertiginosa de ação. São poucos os momentos em que o espectador tem uma pausa para respirar ou para grandes discursos. E isso é só um dos aspectos da direção de Michael Bay, que está bem comportado, controlado, sem aqueles exageros que são recorrentes em Transformers entre outros citados. E o que poderia dizer mais? Apesar do filme ser relativamente longo, com pouco mais de 2 horas, ele passa literalmente voando e as sequências de ação são bastante variadas, hora automobilísticas, hora terrestres, hora aéreas, sem mencionar as sequências maravilhosas de parkour de Quatro.  Este também é um grande diferencial do filme, ao contrário de outros filmes de ação que se prendem em uma única temática, como o já citado Velozes e Furiosos, ou aqueles filmes de tiros, perseguições. Enfim, se parece um exagero, ou post pago, esqueça. Você que acompanha nossas análises aqui no site, sabe que quando é para criticar eu não economizo o verbo também. Se você é amante do genêro de ação, ou só quer uma diversão descompromissada, é só logar na Netflix sem medo e curtir este filme incrível. Fiquem ligados para mais novidades sobre filmes, a qualquer momento, aqui no GamePlay RJ.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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