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Deadpool está de volta aos cinemas. Mas será que valeu a pena a espera? Confira nossa análise

Estreou hoje nos cinemas brasileiros Deadpool 2, sequência do longa original de 2016. E já digo logo de cara. Deixe a expectativa em casa, pois a sequência ainda que divertida, tem alguns pontos fracos, bem aquém do primeiro filme. O leitor pode ficar tranquilo pois a minha análise não tem spoilers, somente comentários gerais. Para quem não conhece os quadrinhos, Deadpool foi criado por Fabian Nicieza e Rob Liefeld em 1991 nos EUA. Nessa época o personagem era um vilão mercenário que começou na revista dos Novos Mutantes, que vai ganhar um longa ano que vem (tenham muito medoooo) e que depois passou para a revista X-Force. O mutante Cable também surgiu nessa época (mais especificamente um ano antes, 1990), na mesma revista dos Novos Mutantes e acabou liderando a gurizada e depois a X-Force. Esses dados são só para situar o leitor, já que desde o primeiro filme criou-se um universo próprio para o cinema, apesar da similaridade da origem e poderes do personagem. A Fox Films vem tentando desde o primeiro filme inserir o Mercenário Tagarela no Universo dos X-Men e na sequência a tendência (ou tentativa) continua. E este é um dos pontos fracos em alguns momentos. O roteiro tenta de toda maneira inserir um personagem completamente insano, pária e anti-heroico em uma equipe. Ainda que funcione para sequências bem humoradas, o recurso de torna cansativo ao longo do filme. Na história, quando o super soldado Cable (Josh “Thanos” Brolin) chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel (Julian Dennison), o mercenário Deadpool (Ryan Reynolds) precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele recruta seu velho amigo Colossus e forma o novo grupo X-Force, sempre com o apoio do fiél escudeiro, o taxista Dopinder (Karan Soni).

O filme começa com uma barriga dramática (???) que não funciona em um filme pautado somente na diversão nonsense. Creio que o grande mal do filme é justamente este: o famoso ego hollywoodiano dos atores. O maior defeito do filme ironicamente é o protagonista Ryan Reynolds. Amenizaram a maquiagem deformada do personagem e a máscara dificilmente fica em seu rosto. Também há cenas completamente desnecessárias que certamente tem a influência do ator. Por outro lado, Josh Brolin está muito bem como Cable e não dá um sorriso sequer durante o longa todo, o que é característico do personagem. Para quem gosta dos famosos easter eggs, estes estão presentes e alguns chegam a ser surpreendentes. A trilha sonora funciona muito bem, com clássicos cujas letras casam bem com as cenas do filme. O elenco de apoio garante boas piadas, principalmente em relação a Colossus e Dopinder que roubam a cena facilmente quando aparecem. Zazie Beetz está muito a vontade como a mercenária Dominó e poderia até ter ganhado mais espaço, criando um universo a parte para Deadpool. Uma pena realmente essa insistência de criar um grande universo com tudo ligado certamente inspirado no sucesso da Marvel. E o filme é de todo ruim então? Não. As piadas funcionam em grande parte do filme, as cenas de ação são ótimas e os fãs do primeiro filme certamente vão se divertir novamente. Por fim, aviso para os que se perguntam: existem sim dois momentos de cenas pós créditos, bem divertidos. Agradecemos a Fox Films do Brasil pelo convite para pré estréia.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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