Assistimos | Dark

A fascinante nova série da Netflix de origem Alemã, é certamente mais um acerto. O enredo de Dark é cheio reviravoltas e surpresas, a história alimenta você apenas o suficiente para cada episódio você se sentir com cada vez mais vontade de continuar assistindo e acabar fazendo o que a Netflix mais quer, uma marota de 10 episódios recheados de muito suspense.

A série consegue fazer você se prender de uma forma inteligente, se uma trama se torna notável demais geralmente é revelada no mesmo episódio, dando ao publico uma contemplação, enquanto ainda promete mais por vir. Com um primeiro episódio intenso a série já conquista o espectador com algumas perguntas sem respostas.

Jonas (Louis Hofmann) é um adolescente atordoado pelo suicídio de seu pai e o desaparecimento inexplicável de um amigo da escola nas proximidades da usina nuclear local. E bom, como se a vida não estivesse ruim o suficiente, sua paixãozinha de escola está namorando o seu melhor amigo e sua mãe (Maja Schöne) está tendo um caso com o chefe da policia local Ulrich (Oliver Masucci) um homem que embarca numa jornada para encontrar seu filho desaparecido mas que por fim acaba encontrando muito mais.

Mas a pergunta não é quem sequestrou a criança… mas quando.

Dark faz jus ao seu nome, tudo é meio sombrio, até mesmo um pouco complicado de entender logo de começo. A série traz um ritmo lento e sufocante, te fazendo questionar cada coisinha que acontece, e quando ela começa a te dar as respostas de quase tudo, você não consegue sair, é o tipo de série viciosa, feita para maratonar e acabar em um dia só.

O último episódio da temporada acaba fazendo mais perguntas do que respondê-las, então espere ficar obcecado com essa série e tentando montar esse quebra cabeça que são esses 10 episódios. Dark consegue ser ao mesmo tempo simples e flexível.

Mariana Pupo

Uma fotógrafa apaixonada por quadrinhos, filmes e séries. Também adora escrever e debater sobre os temas.

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