Assistimos | Carnival Row do Amazon Prime Video

Confira nossa análise completa da série da Amazon Prime Video

A Amazon Prime Video entrou com tudo na disputa pela audiência dos streamings. Belas Maldições, Fleabag, Modern Love, Jack Ryan, The Boys (confira nossa análise aqui), The Marvelous Mrs. Maisel, Deuses Americanos e muitas outras vem agradando público e crítica. Carnival Row tem uma premissa incrível, uma produção impecável e um belo elenco, mas escorrega em alguns pontos. A série é estrelada por Orlando Bloom, Cara Delevingne e grande elenco, se passa em um mundo os Fae, um povo mítico de fadas, faunos e outros seres mitológicos viveu em segredo do restante do mundo por anos. Mas o homem descobriu esses reinos e começa uma guerra em busca das riquezas que esses reinos poderiam oferecer. Após o final da guerra, estabelecem-se dois lados: A República do Burgo, que se recua da guerra e O Pacto que escravizou os Fae. A história começa com Vignette Stonemoss (Delevingne) fugindo das terras do Pacto em busca de dias melhores. Infelizmente seu navio naufraga e pensamos que a história para ela acaba aí. Enquanto isso no Burgo, Rycroft Philostrate (Bloom) é um inspetor de polícia que está investigando uma série de assassinatos dos Fae em Carnival Row, uma zona da cidade cheia de prostíbulos e párias da sociedade. E isso é só o começo. Logo descobrimos que Rycroft e Vignette tiveram uma relação amorosa no passado e os motivos da sua separação, bem como seus destinos após ela vão sendo revelados pouco a pouco. Enquanto isso, em paralelo, a história segue o plot detetivesco dos assassinatos. Quando comecei a assistir Carnival Row, imediatamente me pegou. Uma fantasia ambientada em um tempo que lembra a Era Vitoriana, com uma pegada meio Sherlock Holmes, e um pouquinho de Neil Gaiman, no sentido de seres mitológicos vivendo na sociedade. Um, dois, três, quatro episódios e a série flue que é uma maravilha. Conhecemos através de flashbacks a história de Rycroft e Vignette, descobrimos mais sobre os assassinatos, sobre quem são os demais personagens, aquele mundo incrível. Tudo flui muito bem. Uma produção invejável que faz frente às produções da HBO, que considero entre as melhores já feitas. Mas aí os roteiristas se perderam ou resolveram agradar o público. Uma enxurrada de clichês, soluções que subestimam a inteligência do espectador e uma forçada de barra para ter mais uma temporada. Uma das grandes vantagens das produções originais dos serviços de streaming, é a liberdade criativa dos envolvidos. A possibilidade de, ao menos atualmente, poder fazer coisas que o cinema não permite. E aqui infelizmente Carnival Row deixa a desejar como temporada completa. A começar que em três episódios finais decide-se resolver várias pontas soltas do passado de Rycroft, o plot dos assassinatos, bem como a inserção de novos elementos para uma continuidade. Os roteiristas tentam amarrar tudo de uma maneira pouco convincente, atrapalhada e o resultado final é lamentável. E o restante do elenco? Percebe que eu não falei sobre eles? Pois é. Outro ponto fraco. Alguns personagens só estão ali realmente como coadjuvantes. Outros não se desenvolvem. Veja a amiga de Vignette, Tourmaline. A prostituta não sabe de que lado ela está. Hora ela parece ainda amar a amiga, pois fica muito no ar que já tiveram algo. Hora quer que ela fique de vez com Rycroft. Enfim, não vou entrar em detalhes para não estregar a experiência de nosso seguidor, mas ela é só um exemplo de personagens rasos, pretos e brancos, mal desenvolvidos. Há todo um desenvolvimento da família dos Breakspear, que termina em clima de novelas da pior qualidade….Um desperdício do talento do excelente Jared Harris, que esteve recentemente em Chernobyl e tem um final ridículo, em uma vã tentativa de um plot twist que se percebe horas atrás. Se você gosta de fantasia, especialmente “a la Neil Gaiman”, fique com Deuses Americanos, também do Amazon, que é realmente uma obra do autor e como série funciona muito mais. Agora se você busca algo diferente, inovador, creio que você pode se aventurar pelo catálogo em Fleabag, Modern Love, o já citado The Boys entre outras, que se divirtirá muito mais. Encerro minha análise por aqui, mas não sem antes elogia o Amazon Prime Video, que sem dúvida é um dos melhores streaming do mercado hoje, seja pelas produções originais, ou pelos títulos do seu catálogo. Fiquem ligados para mais novidades sobre séries, a qualquer momento, aqui no GamePlay RJ.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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