Assistimos | Brightburn: Filho das Trevas

Confira nossa análise completa do longa da Sony Pictures Brasil

Ainda que ofuscado por Aladdin (leia nossa análise aqui), esta semana também estreou nos cinemas o novo filme de James Gunn, diretor de Guardiões da Galáxia 1 e 2. Na verdade, Brightburn: Filho das Trevas é produzido pelo diretor, que trouxe a família para trabalhar no filme. O roteiro foi escrito em parceria pelo seu irmão Brian Gunn e o primo, Mark Gunn. A direção fica por conta de David Yarovesky que diga-se de passagem fez bonito em muitas cenas bacanas. Mas vamos a sinopse:

“Quando uma criança alienígena cai no terreno de um casal da parte rural dos Estados Unidos, eles decidem criar o menino como seu filho. Porém, ao começar a descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, se tornando uma força obscura na Terra”

Desde as primeiras divulgações e do trailer, que você pode conferir no começo do post, fica evidente que o filme homenageia ou faz uma paródia sombria a um dos mais conhecidos super herois: Super Homem. O filme usa e abusa disso, com vários easter eggs que homenageiam o Homem de Aço durante e até o final do filme. A origem do herói, a descoberta dos poderes, o cuidado dos pais para esconder sua verdadeira identidade, além do tema musical da versão mais recente do herói no cinema composta por Hans Zimmer. O filme também traz alguns elementos icônicos e universais dos filmes de super heróis que dominam o cinema nos últimos anos: a criação de um símbolo e uniforme, a identidade secreta, os contraste dos superpoderes com a humanidade do herói. Mas aqui, diferente do que estamos acostumados a ver, muitas coisas ocorrem de maneira subvertida e sombria. E quando o filme começa com o terror e as mortes, o filme abusa do gore, e não recomendo o filme para aqueles que são fracos com decapitações, mutilações, sangue e assassinatos. E por falar nisso, David Yarovesky mandou muito bem na direção. Com um orçamento pequeno de 7 milhões, o diretor abusa de recursos no próprio roteiro para economizar os efeitos especiais. Quando Brandon Breyer (Jackson A. Dunn) começa a utilizar sua velocidade o diretor só mostra um borrão, ou um vento e explora o assombro das pessoas que se veem reféns de uma situação que não podem fugir. Também são lindas as cenas de voo, em que se ve apenas um pontinho lá no céu, ou um close-up no garoto e seus olhos aterradores. E bota aterrador nisso. Mesmo sem a máscara o ator mirim convence mostrando seu distanciamento da humanidade e traz a sua alma sombria a tona. A veterana Elizabeth Banks (Jogos Vorazes, Power Rangers), que faz o papel da mãe de Brandon, Tori Breyer traz aquele estilo de atriz de filmes de terror clássicos com muitas caras e bocas e gritos. O roteiro funciona bem e traz boas surpresas aos fãs dos filmes baseados em hqs e também do terror e suspense. E fica uma dica aos apressadinhos. Não saiam correndo do cinema, pois há algumas cenas após o final muito divertidas e importantes, principalmente uma envolvendo um velho parceiro de James Gunn, Michael Rooker, o Yondu de Guardiões da Galáxia. No demais, finalizo a análise dizendo que o filme funciona como uma sessão da tarde, bem despretenciosa, mas divertida. E fiquem ligados para mais novidades sobre filmes aqui mesmo no GamePlay RJ.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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