Assistimos | Aquaman

Confira a nossa análise completa do longa do Rei dos Mares da DC

Quando foi anunciado, Aquaman tinha a proposta de filmes solo dos integrantes de Liga da Justiça. Com a saída aparente de Henry Cavill e Ben Affleck dos papéis de Batman e Superman, o futuro da superequipe e dos filmes solos é incerto,ainda que Mulher Maravilha 1984 esteja sendo filmado. Começo minha crítica nesse ponto, já que o resultado desprentesioso alcançado ao final da exibição possa ser justificado em um filme que já nem faz muito sentido em existir. Mas vamos à história: Arthur Curry (Jason Momoa), filho da Rainha da Atlântida, Atlanna (Nicole Kidman), com o pescador Thomas Curry tem vivido entre os humanos desde o seu nascimento e negado sua herança como soberano dos Sete Mares. Até que ele se encontra com Mera (Amber Heard) uma princesa que deseja que ele assuma seu trono de direito, antes que seu meio irmão Orm cause uma guerra entre a superfície e os reinos aquáticos. Perto dos seus colegas de equipe na Liga da Justiça, Aquaman não é um personagem muito complexo interessante. Mesmo nas hqs é difícil encontrar arcos de histórias memoráveis. A fase de Peter David se encontra com uma das favoritas entre os fãs ,e para nós brasileiros, a fase recente dos Novos 52 tem gostinho especial com a linda arte de Ivan Reis e roteiro bacanudo de Geoff Johns. Vale destacar que alguns elementos e caracterizações de personagens do filme são inspirados nesta fase. Assim, achei uma decisão acertada do diretor James Wan, mais conhecido por seus filmes de terror, focar no rico universo que o personagem traz consigo. A comunicação telepática com os peixes, os inimigos caricatos e a riqueza de detalhes que a direção de arte trouxe para o filme são sem dúvida o grande destaque do filme. Ainda que os efeitos especiais deixem a desejar em certos momentos em uma produção desse porte, o que já era visto nos longas anteriores da Warner/DC, o visual é o que vale a pena no longa. A comédia excessiva e fora de hora, um roteiro cartilha de Hollywood, e um ritmo cansativo que varia entre ação/lutas/explosão e a busca pelo artefato que vai virar o jogo fazem do filme muito esquecível. E é isso. Há boatos de uma sequência,que se ocorrer espero que seja mais interessante e traga algo a mais do que um filme que você sabe o começo,meio e fim desde o primeiro trailer.

Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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