ASSISTIMOS: A Maldição da Residência Hill

A nova adaptação da Netflix de A Maldição da Residência Hill, de Shirley Jackson, está longe de ser uma versão familiar de um conto bem conhecido.

A série explora um grupo de irmãos Steven, Shirley, Theo, Luke e Nell que, quando crianças, cresceram no que se tornaria a casa assombrada mais famosa do país. Após experimentarem um terrível acidente envolvendo sua mãe, eles são levados pelo pai, que se recusa a falar sobre o que realmente aconteceu naquela última noite na mansão. “Eu quero os portões e as portas trancadas em todos os momentos”, diz ele.

Agora adultos, e forçados a voltar juntos por conta de uma nova tragédia, a família deve finalmente confrontar os fantasmas de seu passado e décadas de segredos bem guardados, alguns dos quais ainda se escondem em suas mentes, enquanto outros podem realmente estar perseguindo as sombras na residência Hill.

Os seis primeiros episódios ocupam o tempo de alinhar as peças, mostrando como foi o passado e como esta sendo o presente de cada personagem. Na atual linha do tempo, a geração mais jovem, agora crescida, nunca lidou totalmente, ou encontrou algum sentido, na noite aterrorizante em que eles deixaram a mansão – a noite que resultou na morte de sua mãe.

A versão da Netflix é tanto um drama familiar quanto uma obra de horror. A narrativa é psicologicamente complexa, a série é muito bem-sucedido em seu equilíbrio de terror e sentimental, é definitivamente inteligente e intrigante que constantemente convida o público a questionar o que está vendo.

Após 10 episódios, A Maldição da Residência Hill chega a um final conclusivo, merecendo o crédito por fazer o que qualquer boa história de terror deve fazer: evoca o impensável e se recusa a deixar a gente desviar o olhar.

A Maldição da Residência Hill já está disponível na Netflix.

Uma fotógrafa apaixonada por quadrinhos, filmes e séries. Também adora escrever e debater sobre os temas.

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