Jogamos | Little Nightmares

Se você já assistiu algum filme do Tim Burton, como por exemplo Estranho Mundo de Jack, vai se sentir em casa com esse jogo. Com cenários de encher os olhos, uma fotografia e uma arte de deixar qualquer um de boca aberta, Little Nightmares, apesar de curto te entrega uma experiência única e maravilhosa.

Como uma atmosfera única de horror, o jogo é basicamente um pega-pega contra seus piores pesadelos, que tira seu fôlego e te deixa completamente maluco em querer saber tudo sobre esse universo tão incrível e lindo, apesar de assustador. Entre braços gigantes que se esticam a praticamente tocar em alguns fios de cabelos, cozinheiros querendo literalmente que você seja o prato principal e um bando de ricaços querendo te devorar, o jogo vai ganhando forma com suas corridas e puzzles. A necessidade de se esconder o tempo todo por não ter chance alguma de enfrentar os “vilões” do jogo faz a experiência se tornar melhor a cada capítulo que passa.

Você controla a pequena Six, uma menina de capa de chuva amarela que acorda nesse navio, “The Maw”, que é basicamente um cruzeiro gastronômico com pratos bem peculiares. Sem entender direito o que está acontecendo, você junto com a protagonista vai descobrindo todo esse mundo horroroso através de pequenas pistas, fotos, e até mesmo momentos em especial do jogo. Cada “capítulo” é completamente diferente do outro, como se fosse um sonho mesmo, ou melhor, nesse caso, um pesadelo.

Little Nightmares é a essência de um pesadelo onde se está fugindo o tempo todo de algo que o está perseguindo.

Mas não se engane: o jogo pode ser muito desafiador em alguns momentos, tanto nos desafios quanto nos puzzles. Porém o jogo contra com diversos checkpoints em momentos bem específicos, que tornam o desafio mais empolgante sem precisar ficar voltando toda a fase para chegar naquele momento. O jogo não tem nenhum tipo de punição por você morrer tantas e tantas vezes, porque, sim, você vai morrer muitas e muitas vezes.

O plot do jogo, apesar de deixar algumas coisas claras, na grande maioria são teorias no melhor estilo “Troféu Cata Piolho”. Uma foto aqui e ali dizem muito, e eu particularmente gosto muito desse tipo de descoberta em que a cada objeto que você encontra te faz pensar e criar algumas teorias. Em diversos momentos do jogo eu simplesmente parava para admirar os cenários que por si já valem totalmente.

A produtora sueca Tarsier Studios realmente mostra que eles entendem de plataforma como ninguém, especialmente quando a Six corre (e como corre) pelos cenários e você sente que alguns são frágeis ou outros estão praticamente se desfazendo; em cada objeto que você pode usar ao seu favor ou está ali apenas para decorar. O jogo é tão rico em detalhes que você pode perder uns bons minutos em cada tela apenas procurando e admirando cada um deles.

 

Alexis é um grande apaixonado por vídeo games e filmes desde criança, nunca deixou de jogar ou assistir um filme praticamente por todos os dias desde que se conhece por gente.

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